HOMEM É PRESO EM CAPINZAL DO NORTE POR RECEPTAÇÃO DE MOTO ROUBADA

Um jovem foi preso na cidade de Capinzal de Norte (MA) na manhã de quinta-feira (30), após ser flagrado com uma motocicleta roubada.

O condutor circulava normalmente pela cidade com a motocicleta, uma Pop, cor preta, quando foi abordado pela PM num bar na cidade. Os policiais estranharam que que a motocicleta estava sem placa. O condutor, conhecido como Douglas, informou a polícia que comprou a moto de um individuo que reside no povoado Santa Rosa (Capinzal do Norte); Ele disse que adiantou a importância de R$ 1700,00, mas recebeu o veículo sem documentos e sem placa; segundo as alegações dele, o vendedor só entregaria a placa e os documentos depois que ele terminasse de pagar o veículo.

A polícia apreendeu a moto e, na delegacia, depois de uma averiguação no chassi, descobriu que o veiculo era roubado. A polícia procurou Douglas, ele foi apresentado na 14ª Delegacia regional em Pedreiras e deve responder pelo crime de receptação.

 Confira mais informações na reportagem da TV Rio Flores, canal 7 de Pedreiras.

Fonte: Blog do Carlinhos

FUTEBOL EM TIMBIRAS: TIME DA CIDADE ENTRA COM PEDIDO DE ANULAÇÃO OU MODIFICAÇÃO DE JOGADOR


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PROCESSO DO BARCELONA NO PELADÃO 01Na tarde desta quinta-feira (30), a presidência do clube do F.C. BARCELONA TIMBIRAS, na pessoa de Antonio Claudio de Magalhães da Costa, ingressou com o RECURSO VOLUNTARIO em resposta aos Autos do Procedimento nº 001/2017.

Respaldado no Art. 25º do Regulamento que rege a Competição, que diz em seu Artigo 25º:
Se uma equipe se achar prejudicada os recursos deverão ser encaminhados à Comissão Organizadora até 48 (quarenta e oito) horas após a partida, na qual aconteceu o prejuízo“.

Buscando refúgio também em dispositivo Jurídico Competente, baseado nas disposições constantes no Artigo 147-A, parágrafo 2° do CBJD.

Apresentou RECURSO VOLUNTÁRIO COM PEDIDO DE ANULAÇÃO OU MODIFICAÇÃO DA PUNIÇÃO.

Em desfavor do jogador da equipe UELIS RODRIGUES DO NASCIMENTO vulgo ” GONGO ” em face do mesmo ter sido SUSPENSO E EXCLUÍDO DO TORNEIO, pelos fatos e fundamentos exposto no documento abaixo:

PROCESSO DO BARCELONA NO PELADÃO 02PROCESSO DO BARCELONA NO PELADÃO 03

Fonte: Blog do Silvio Ramon

BATIDO O MARTELO: EM FAMÍLIA, ROSEANA GARANTE QUE É CANDIDATA PARA DERROTAR FLÁVIO DINO EM 2018


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rose-e-flavio-640x583A família da ex-governadora Roseana Sarney concordou com a decisão dela de entrar na disputa em 2018 para derrotar a desastrosa administração de Flávio Dino, inclusive o marido que era o grande obstáculo, segundo informou ao Blog do Luis Cardoso um familiar dos Sarneys.

Baseada em pesquisas mais recentes que apontam sua vitória em 2018, a ex-governadora informou pessoalmente ao presidente da República, Michel Temer, que será candidata. O presidente garantiu a ela total e irrestrito apoio. Para o PMDB nacional, virou uma questão de honra derrubar do comando do estado o PCdoB.

A decisão foi repassada para seus principais aliados no Senado na Câmara Federal, assim como será transmitida aos deputados estaduais, prefeitos e vereadores. Roseana reside hoje em Brasília se fortalecendo junto ao governo federal, mas de olho nos acontecimentos políticos do Maranhão.

Percebendo o crescimento do nome da ex-governadora, Flávio Dino desceu do pedestal e foi comer poeira no interior, participando de inauguração de poços artesianos, reformas de muros de escolas, indo à aniversários de cidades, fazendo encontros com vereadores, beijando velhos e crianças (depois lava os lábios com álcool) e, sobretudo, perseguindo ferozmente que não reza sua cartilha.

 Fonte: Luis Cardoso

CARTA DE UM ALUNO DA UEMA DE CODÓ QUE ESTÁ REVOLTADO COM A FORMA COMO ESTÁ SENDO TRATADO PELA DIRETORA


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uema 1Sou aluno do curso de Administração e gostaria de expor o que estamos enfrentando no momento. Quando prestamos o vestibular optamos pelo turno NOTURNO, pois a maioria dos alunos são trabalhadores, assim como as aulas sempre foram de segunda a sexta das 18:20 às 22:10, 5 aulas por dia. Pois bem, esse ano ao fazermos a matricula para o novo semestre nos deparamos com 4 aulas por dia, de 18:30 às 21:50, de segunda a sábado, sem intervalo entre as aulas, ou seja, os alunos ficam sem um momento para sequer lanchar, o que para muitos é o horário de jantar, pois vem diretor dos trabalhos para as aulas, como é o meu caso, sem contar a extrema improdutividade para os professores que não tem um momento para descansar a voz, e para os alunos que ficam a noite toda com fome e cansaço mental. Ainda pior é o caso de 2 das 4 turmas, que tem aulas das 15:00 às 21:50 aos sábados.

A questão é que, segundo a nova diretora do Centro, Fátima Salgado, essa decisão já veio da UEMA geral de São Luís para todos os centros, não sabendo-se o motivo da mudança. Sabemos que a realidade de São Luís é muito discrepante da de Codó, e acreditamos que a nova diretora possa intervir junto ao reitor sobre a volta dos horários anteriores, que não afetará o andamento da carga horária das disciplinas. Já fizemos abaixo assinado, registrado em cartório com a assinatura de todos os alunos do centro, mas não tivemos um bom retorno da direção em relação a ele, pelo contrário, fomos tratados com desdém.

A maioria dos alunos não pode assistir aulas aos sábados, uns porque trabalham nesse horário, outros porque já tinham começado cursos de especialização ou profissionalizantes, e outros porque moram em Timbiras e Coroatá e pagam carros mensalmente para trazê-los, mas não há carros nos dias de sábado, e alguns estão arriscando vir de moto para não pegarem falta. Mas a maioria está ficando com faltas aos sábados por impossibilidade de ir.

Já tentamos resolver essa situação diplomaticamente junto à diretora, mas segundo suas próprias palavras ” seu cargo é de confiança” e ela não tem autoridade para mudar os horários, mas entendemos que a mesma, conhecedora da nossa realidade e dificuldades para acompanhar esses horários pelos motivos expostos acima, tem autonomia para intervir por nós junto ao Reitor.

Não sabemos mais o que fazer, estamos correndo risco de reprovar o semestre por faltas, além da quantidade de conteúdos que estamos perdendo desde o dia 06/03, data de início das aulas.

Peço, em nome dos alunos da UEMA de Codó, que você divulgue essa situação em seu blog, para que talvez, por aqui, possamos conseguir essas mudanças. Deixamos bem claro que desde o começo estamos tentando resolver isso com diplomacia, mas agora não vemos outra alternativa senão irmos à mídia.

Agradeço sua atenção.

POLÍCIA DE CODÓ PRENDE JOVENS SUSPEITOS DE ASSALTOS NA CIDADE


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índiceJá passava de meia noite de quinta para sexta (31), quando a viatura FT da polícia foi abordada por pessoas que estavam em um bar na Avenida 1° de Maio, no bar (1° gole). Os policiais foram abordados ouviram de pessoas que estavam no local que havia dois homens em uma moto FACTOR e CRIPTON tentando fazer assaltos. Ao fazerem rondas, os policiais observaram os dois homens e então foi dada ordem de parada.

Após isso, os dois suspeitos não obedeceram e foi feita abordagem interceptando-os, e depois disso foi constatado que a moto CRIPTON tinha registro de roubo. O dois suspeitos e as duas motos foram levados para a delegacia.  Entre os dois maiores tem um menor de 15 anos de idade. Os dois foram identificados pela polícia por: Raimundo Sousa Vieira, de 21 anos e Francisco Manoel Santos Neto, de 24 anos de idade. Todos são moradores do bairro São Raimundo na cidade de Codó.

 

JOVEM É PRESO EM CODÓ ACUSADO DE MATAR EX-SOGRO EM COELHO NETO


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RA polícia da cidade Codó esteve hoje pela manhã cumprindo mais um mandado de prisão expedido pela justiça da cidade. Na ocasião, a polícia conseguiu prender no bairro Codó Novo, um homem identificado por Francisco Denis Amorim, de 34 anos de idade. O mesmo é acusado de ter executado o ex-sogro na cidade de Coelho Neto, a pauladas. A redação do Blog não obteve informação de quando o crime aconteceu naquela cidade. O jovem estava foragido da cidade de Coelho Neto e após uma investigação de policiais civis e militares de Codó, foi descoberto que o mesmo estava no município, e assim a delegacia regional de Codó pediu a prisão do mesmo.

NA MANHÃ DESTA QUINTA-FEIRA POLÍCIA PRENDE HOMEM ACUSADO DE VÁRIOS CRIMES EM CODÓ


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QCumprindo mandado de prisão, expedido pela justiça da cidade de Codó, foi preso na nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (30), o jovem identificado por Ricardo Boner Xavier, de 33 anos de idade. “Cabeludo”, como é mais conhecido, é acusado de vários crimes na cidade de Codó. Dentre os crimes, “Cabeludo” é acusado de ter praticado diversos assaltos na cidade. O mesmo já foi preso outras vezes e depois foi posto em liberdade por falta de provas, mas agora foi determinada a prisão do jovem, que está à disposição da justiça na 4° delegacia de polícia na cidade de Codó.

DEPUTADA ANDREA MURAD ACIONARÁ A JUSTIÇA CONTRA PROJETO QUE PREJUDICARÁ MAIS DE 1.000 ATACADISTAS NO MARANHÃO


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sssEm mais uma votação tumultuada na Assembleia Legislativa do Maranhão, o PL 224/2016 que prevê a redução de imposto apenas para 1 empresa no estado do ramo atacadista foi aprovado pela maioria do governo Flávio Dino. Andrea Murad (PMDB), líder do Bloco de Oposição, adiantou que acionará a justiça contra o projeto sob o argumento de que a concorrência se tornará desleal na perspectiva da proposta enviada pelo governo.

“Apesar da tentativa de toda a classe presente aqui na Assembleia, representantes da Associação Comercial, dos Atacadistas, conversando com os deputados para impedir que esse projeto passe, novamente o governo impôs a sua vontade com a aprovação de uma lei que prejudica mais de 1.000 atacadistas no Maranhão que vão continuar pagando os impostos enquanto uma será beneficiada com a redução da alíquota, ou seja, uma empresa com capital social de R$ 100 Milhões e com mais de 500 empregados. Nesse perfil, apenas 1 empresa atua no Maranhão e mesmo que outras se instalem aqui como argumentam governistas a concorrência não pode ser restringida a agentes econômicos com poder de mercado. Por isso votei contra o projeto para registrar a injustiça com os demais atacadistas, nada contra o Mateus, mas a favor da extensão para os demais”, avaliou Andrea Murad ao fim da sessão desta quinta-feira (30).

A parlamentar já havia criticado a falta de diálogo do governo com o setor e a carência de estudo aprofundado sobre a abrangência do projeto para as empresas. Durante encaminhamento da votação do projeto, a deputada anunciou que lutará na justiça em favor do segmento como um todo.

“Já iniciei com minha assessoria jurídica um estudo para a derrubada da lei por vício insanável porque não pode haver privilégio para uma empresa em detrimento de todas as outras. Ou ação para derrubar a lei ou ação para estender às demais o mesmo benefício fiscal como garantia da igualdade de condições para uma livre concorrência”, adiantou a parlamentar.

 

POR RAPHAEL FERNANDES: UMA BREVE HISTÓRIA DOS BLOGS DE CODÓ APÓS O “BOOM” DA MÍDIA DIGITAL


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JpegA revolução da informação na web teve início em Codó por volta dos anos de 2010 e 2011. Lembro-me bem dessa época, pois estava chegando ao município para um projeto editorial chamado Folha Popular, que tinha jornal impresso e um portal de informação. Por motivos óbvios, dos quais meus amigos de imprensa lembram bem, o projeto foi para as cucúias. O Folha Popular nasceu cheio de boas idéias e morreu logo na maternidade. Logo após, eu mesmo acabei indo editar o FC News, experiência pessoal muito proveitosa entre os anos de 2011 e 2012, onde comecei minha história na cidade.

Pioneiros da Mídia Digital

Nessa época, a mídia digital estava no seu alvorecer em Codó. Surgiam os primeiros portais de informações da cidade. No período sugiram o Codó Notícias (2010) de Jeferson Abreu, o Icocais (2010), de Rômulo Quintanilha, o Portal Codó (2009), de Alex Mororó e Acelio Trindade, o Projeto FC News (2010). Logo em seguida, Acelio decide abrir seu próprio Blog (2011) e fazer história como projeto mais bem sucedido de Codó na World, Wide, Web. O site do Folha Popular não chegou a ter nem alguns meses de sobrevivência.

Segunda geração

17619510_1482222668518880_200802786_nDa primeira geração, apenas sobreviveram Blog do Acelio e Codó Notícias, recebendo cada vez mais um número crescente de acessos e fincando seus nomes no novo mercado que se abria em Codó. Nesse mesmo período (2012-2013) outros sites foram criados sem sucesso e caíram na poeira binária do cyber espaço. Tentativas bizarras de blogs também apareceram, com figuras obscuras da mídia codoense, mas que não vale apena pronunciar aqui. Ao mesmo tempo também nasceram outros blogs que logo mostraram sua força: o Correio Codoense (2012) do Jornalista Francisco Oliveira e o Blog do de Sá (2013) do competente e popular comunicador codoense, Leandro de Sá. Nomes como Blog do Alberto Barros, do apresentador homônimo e o É Maranhão, de Eudes Ribeiro também ganharam visibilidade na segunda geração.

Crescimento vertiginoso da mídia digital

Entre 2013 e 2016, o crescimento dos acessos aos portais de informação e aos blogs de Codó foi estratosférico, fazendo com que os medalhões dos sites de informações batessem recordes e recordes de Page Views*, semana após semanas. Com o número crescente de pessoas comprando tablets e smartphones, o público de internautas, que antes acessavam apenas dos comutadores domésticos e das empresas, ganhou um volume sem precedentes.

 O crescimento do público consumidor de informações e notícias na grande rede explodiu em Codó, o que chamou a atenção dos anunciantes e também da classe política. Após realização de várias pesquisas, financiadas pela iniciativa privada, o Blog do Acelio, Blog do de Sá, Codó Notícias e o Correio Codoense se consolidaram e se consagraram como os grandes pilares da mídia digital. Hoje, esses canais codoenses de informação na internet desfrutam de posição privilegiada, prestígio, credibilidade e muitos anunciantes.

Terceira geração e a banalização

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Como em todo mercado, a mídia digital codoense possui seus medalhões consagrados, que hoje fazem muito sucesso, seus debutantes na mídia (blogs bem intencionados, mas que ainda não despontaram e possuem acessos insignificantes), os oportunistas de plantão (blogs que se utilizam de chantagens e extorsões) e o chamado lixo digital (blogs que não possuem nenhum critério gráfico ou de conteúdo, não possuem linha editorial, nem redatores e são colocados na web apenas para criar mal estar e desinformação a população). Ao mesmo tempo, a terceira geração não é feita apenas pelos blogueiros medianos e lixo cibernético. Algumas iniciativas vêm sendo bem sucedidas, como o Blog do Bezerra, cujo slogan é “A informação sem Maquiagem”, que segue uma linha independente, do ‘doa quem doer’ e prima pela credibilidade.

O buraco negro da web

Infelizmente, nos últimos anos vimos várias figuras da comunicação ou fora dela criando blogs, mas apenas copiando notícias e buscando um caminho mais curto para ganhar dinheiro de anunciantes incautos ou chantagear políticos. Vários blogs foram criados por pessoas que não conseguem escrever uma linha se quer, ou expressar algum raciocínio lógico, e insistem em macular a categoria dos blogueiros codoenses. Alias raciocínio é palavra desconhecida para muitos desses novos blogueiros oportunistas. Mas tenho fé que a intenção nefasta de meia dúzia de desesperados e pobres diabos não conseguirá banalizar o trabalho feito pelos blogueiros sérios, ao longo dos últimos seis anos.

Fechando as linhas, quero deixar minhas homenagens e congratulações aos amigos e colegas da mídia digital codoense, que tanto ajudam a nossa comunidade e levam informação até as pessoas, utilizando este magnífico e democrático instrumento de comunicação chamado Internet. Um grande abraço a todos.

Por Raphael Fernandes

POR ALEXANDRE SALEM: BEIRUTE, JULHO 1997 -INOPINANDO ENCONTRO COM MICHEL TEMER


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imagesDepois de acalorada sessão matutina onde da tribuna da Assembléia Legislativa defendia projeto de minha autoria propondo emenda à constituição estadual, convidei o deputado Edmar Cutrim para almoçar em casa de meu tio avô Abdo Salem, então com mais de oitenta anos; mas sua aparência era de setenta. Lá, num solar assobradado, enquanto nos deliciávamos com uma travessa de matrinxã grelhado que tio Abdo recebera de Rosário, eu e Edmar falávamos de política e amenidades feriadas. Até que em dado momento meu tio, e na certa enfadado com aquela conversa que ele não entendia patavina, sem a menor cerimônia nos interrompeu contando maravilhas da sua terra, o Líbano. Sua narrativa à mesa, sempre com olhos marejados de saudade, me emocionou deveras. E quase fui às lágrimas quando ele, com a voz repentinamente languida, disse uma data em que completaria 61 anos que não via a pátria querida. Desde que chegou ao Brasil nunca mais retornou, nem a passeio. Aquilo me tocou profundamente. Terminamos o almoço sem falar de política.

             Saí do almoço encasquetado para levar tio Abdo a Beirute; mas não disse isso a ele. Como fazer? Essa foi uma questão que a emoção estupenda apequenou e logo me fez avocar para resolver. O recesso parlamentar de julho se aproximava. Era uma boa oportunidade. Entretanto, não dispunha de recurso financeiro para uma empreita dessa envergadura. Passei uma semana matutando como conseguir dinheiro suficiente para uma boa estada de trinta dias sem me preocupar com gastos recreativos excessivos. Até que a vontade de fazer a viagem cresceu tanto, que ficou mais alta que as alturas que o meu avião voava. Sem pestanejar, vendi o avião. Embora me fosse útil, àquelas alturas o asa dura era nada perante meu coração mole irrigando minha imperiosa vontade de levar tio Abdo a sua terra. Previa que me culparia o resto da vida se assim não procedesse. Não suportaria carregar uma cangalha sentimental desse porte, que poderia evoluir para existencial se ele fosse à ‘viagem’ sem ter feito a tão sonhada viagem. Chamei Ana Maria Zaidan, minha amiga e à época secretária, e lhe disse da minha determinação de espírito. Diligente como gosta e é, com alegria irradiando das chispas do olhar ligeiro, de pronto ela providenciou as passagens na Glacimar Turismo. No dia seguinte cheguei de manhã na lanchonete de tio Abdo e, como sempre fazia, pedi esfirra e coca-cola. Libanês de faro fino, logo ele percebeu que eu estava eufórico, mais alegre que de costume. Ávido para ver a reação dele, nem esperei o lanche chegar à mesa. Meti a mão no bolso interno do terno e saquei um envelope com o timbre da Assembléia. Entreguei a ele, que, pensando conter dinheiro para saldar muitos lanches anteriores, redargüiu amavelmente: “Quiisso, barente? Não brecisa bagar! Onde já se viu coisa dessa? Aqui casa sua.” Enquanto ele teimava em devolver o envelope, eu, sem revelar nada, insistia para que abrisse. Minha insistência o convencera que não era dinheiro que recheava aquele envelope. Então ele, que estava de pé rente à mesa, camisa aberta ventilando a barriga proeminente, com curiosidade fenícia sentou calmamente para ver o que no envelope continha. Juntos, inevitavelmente fomos às lágrimas. Sem dizer nada, levantamos. E só dei por mim depois de um longo, afetuoso, e inolvidável abraço que nos demos. Tia Zuleide, esposa dele, foi chegando e nos flagrou agarrados. E sem ainda sequer saber do que se tratava, também não se conteve. Como previ que a emoção seria bem maior na chegada ao Líbano, e que daí poderia derivar algum incidente que comprometesse a saúde do meu tio, foi que cuidei de levar junto seu filho.

                No início de julho decolamos de Fortaleza para Amsterdan. Nove ou dez horas de vôo direto. Desembarcamos sete da manhã, hora local. Nosso vôo para Beirute estava previsto para as dezenove horas. Portanto, teríamos o dia inteiro na Holanda. Permanecemos até o anoitecer no enorme e moderno aeroporto Schipol, transcetando de bar em restaurante, tragando champanhe a balde, nos banqueteando, comemorando a todo coração. Tio Abdo mantinha um sorriso inefável, tirante a premiado, contagiante mesmo. Decolamos num jato da KLM com destino a Beirute no início da noite. Seis horas de vôo sem escalas. A bordo, continuei sorvendo champanhe combinado com canapés de caviar iraniano. Meu tio roncava, quiçá sonhava. Desembarcamos em Beirute meia noite, hora local. No saguão do aeroporto nos aguardava uma irmã (a única então ainda viva de todos que meu tio deixou) e muitos sobrinhos de irmãos e irmãs então já falecidos. A prole receptiva era numerosa. E quando meu tio Abdo avistou Waadia, sua única irmã ainda viva, foi um deus nos acuda (ele tinha foto recente de toda a parentada). Entre muitos beijos e saudações literalmente poéticas em árabe, familiares nos cercavam com abraços que ia bater no coração. A plangência era generalizada. De repente meu tio ficou inerte, seu semblante mudara, seu olhar ficou mais terno e fixo a algo que eu também procurei ver. Visivelmente seu pensamento embarcava de roldão num vagão abarrotado de belo e longínquo passado, e que eu desconhecia. Seus olhos estavam engolfados em ninguém menos que sua primeira namorada. Eis que um silêncio atemporal solenizou o encontro com Nagila, que a deixou com 15 anos quando imigrou. Segurando um arranjo de chamativas flores, ela, sob o olhar terno e cuidadoso de todos, caminhou sorridente no rumo dele, tesinho. Nagila estava lá porque era viúva do seu irmão Mirlem, morto num bombardeio; quando tio Abdo deixou o Líbano, pediu a ela que casasse com seu irmão. E foi o que ela fez. Agora estavam ali, juntos novamente, de mãos entrelaçadas, com o tato neuronal ainda da juventude.

                Num comboio de uns dez carros, e em meio a uma algaraviada sem fim, seguimos para o edifício dos Salem, em Wadi Sharur — um lugar montanhoso de onde se descortina toda a Beirute. Mesmo à noite, no percurso pude observar a fealdade das marcas das guerras em alguns escombros. Não dormimos. Uma euforia incontida dominava a todos. Ficamos no pátio ajardinado onde estrelava longa mesa bona-xira recheada de quitutes da milenar culinária libanesa. E eu, direto no champanhe; mas agora com carré de carneiro grelhado e quibe de todo tipo. No belíssimo prédio de quatro andares e dois blocos, construído pelos sobrinhos de meu tio, só morava a família. Lá nos hospedamos. Tudo virou festa. Todo dia era um passeio o dia todo. E todo passeio era um banquete em restaurantes luxuriantes. Eu, modestamente, me senti na minha praia. E o meu tio esquiando o pensamento nas suas montanhas confeitadas por estendais de neves, eternizadas no Cântico dos Cânticos por Salomão. É que do prédio dos Salem tanto se avista o cálido Mediterrâneo como também as bíblicas montanhas libanesas. Recordo-me que num desses passeios fomos a Baalbeck, onde me impressionei com as ruínas do palácio de verão de Poncio Pilatus. Num tour pelas ruínas de Baalbeck, Dr. Jorge Salem me chamou a atenção para uns entalhes esculpidos na pedra. E eu, imaginando que as mãos lavadas de Pilatos tocaram ali, passei a alisar o que sobrara de uma escultura de serpente, engastada num bloco de pedra. Para meu espanto senti aqueles olhos vazios que saltavam da cabeça da serpente, mas cheios de história, cravar em mim como se fossem suas presas. Não me envenenou, mas hipnotizou.

             Certo dia, quando retornávamos de um passeio pelas montanhas na região dos cedros paramos num restaurante para saborearmos trutas e outras iguarias, tudo regado a arack do bom. Na mesa defronte um sujeito lia um jornal cuja capa estava voltada para mim. Nela estava estampada a foto de Michel Temer, então presidente da Câmara dos Deputados. Fiquei curioso. Pedi então a tio Abdo que desse um jeito de ler o que estava ali naquele jornal. E ele, desinibido pela força da sua tremenda alegria, da nossa mesa mesmo e num árabe fluente pediu emprestado o jornal ao sujeito; por sinal muito simpático, pois interrompeu a leitura, levantou-se e veio até nós entregar de bom grado seu jornal. Acobertado pelos olhares da família, pedi então para meu tio traduzir. Ruborizado, disse-me que Michel Temer ia ser homenageado pelo parlamento libanês na manhã seguinte. Tomado por um ímpeto ufano, não hesitei em manifestar minha vontade de estar presente. De antemão sabendo que o parlamento libanês houvera adotado medida que fere o princípio laico, pois calcada na religião tal medida rezava que metade do parlamento seria muçulmana e a outra metade o que Alah quisesse.

             Era manhã clara, céu de um azul provençal, quando eu, meu tio, e poucos familiares paramos na entrada principal de um prédio robusto, antigo, de arquitetura mista, que abrigava o parlamento. Assim que saltamos do automóvel, dois oficiais do exército libanês vieram ao nosso encontro. Logo a sisudez dos dois oficiais deu lugar a um afável semblante quando meu tio lhes disse que eu era deputado e estava ali para encontrar Michel Temer. Entreguei-lhes meu cartão. Um deles levou o cartão prédio adentro. O outro, desconfiado, permaneceu conosco. Não demorou e o oficial retornou receptivo. Escoltados por ambos, adentramos o parlamento. Lá dentro nos deixaram numa sala em companhia de funcionários. Demorou pouco, e o secretário da presidência veio me chamar. Meu tio se levantou primeiro do que eu. Mas, infelizmente, somente eu fui convidado a acompanhar o secretário até a sala da presidência. Na sala, para minha surpresa, além de Michel Temer e parlamentares libaneses, estavam também o senador Romeu Tuma e o deputado Ricardo Izar, ambos já falecidos. Fui recebido à porta do gabinete pelo presidente do parlamento, o Sr. Naby Beri, muçulmano vistoso e de uma elegância irrepreensível, muito bem enfatiotado num terno impecável. Michel Temer, segurando meu cartão, num inglês fluente me apresentou a todos. Depois dos cumprimentos, o presidente Beri fez chegar às minhas mãos convite para um jantar de gala em homenagem a Michel Temer. As batidinhas enérgicas de sua mão sobre meus ombros contrastavam com sua voz pacífica, álacre. Confesso que me senti lisonjeado. Michel Temer ainda brincou: “Tá vendo, o Maranhão tem prestígio.” Risonho, na saída do gabinete o senador Romeu Tuma puxou conversa comigo. Demorei pouco, e nos despedimos. Ao reencontrar meus familiares na outra sala, lhes disse da distinção. Percebi com alegria o orgulho deles. Tio Abdo ficou tão enlevado, chega ficou babélico, pois falava árabe comigo (que não entendo patavina) e português com os demais, que também não entendiam.

              No horário assinalado no convite, eu estava lá, de terno, como manda o figurino. O jantar era no Hotel Coral Sea, cotado em constelações de estrelas. Assim que cheguei fui recebido no saguão do hotel por um funcionário da embaixada, que logo me conduziu a um hall de elevadores, onde dissera ele que ali Michel Temer chegaria mais tarde. Ali fui apresentado à nata da política e do empresariado libanês. O funcionário da embaixada traduzia tudo. Até que ele, segurando o meu braço, me levou à porta de um elevador me informando que por este Michel Temer já vinha. Quando a porta do elevador se abriu, o primeiro a ser cumprimentado pelo então presidente da Câmara fui eu. Com um aperto de mão efusivo nos cumprimentamos cordialmente. E caminhamos juntos até o salão onde muitos já o aguardavam. Depois de tapinhas nas costas entendi que dali em diante ele se ocuparia com o protocolo. Deixei-o. Estava eu a conversar com um empresário libanês que falava português, quando um funcionário do gabinete da presidência do parlamento interrompeu. Este me acompanhou até o salão do jantar, já lotado, e me acomodou numa mesa de deputados libaneses onde num dos lugares constava meu nome escrito em árabe; se eu fosse sozinho, não ia achar meu lugar nunca. Aliás, o jantar era de lugares marcados. Como o presidente do parlamento era muçulmano, não havia bebida alcoólica. Disso não gostei. Já das iguarias servidas, não pude reclamar. O prato de resistência era lagostins com uma espécie de abacate muito pequena, de acentuado e característico sabor. Depois do discurso do deputado Naby Beri, chegara a vez de Temer. Falava em português, com tradução simultânea para o árabe. As palavras do presidente saíam livres, vibrátil, bem conectadas aos ademanes, de cujo estilo eu pude perceber brotar surpreendente força íntima. Num dado momento eu me emocionei quando ele, numa grandiloqüência apropriada, dissera: “Minha mãe me carregou ainda no ventre, prestes a nascer, quando imigrou com meu pai para o Brasil.” E emocionou a todos ao finalizar com gratidão: “Devo à força do cedro do Líbano a minha perseverança para alcançar o posto em que hoje estou”. Foi ovacionado de pé. Ao final do jantar o senador Romeu Tuma dissera-me que os deputados Temer e Izar retornariam no dia seguinte, mas ele iria fazer uma visita à Síria, terra do seu pai. “Ô Salem, você quer ir comigo?”— me perguntou com cortesia o senador. No que de pronto recusei, alegando compromisso com familiares; mas a recusa foi por medo de adentrar em território beligerante.

Alexandre Salem, ex-deputado, romancista.