POR JACINTO JÚNIOR: PROFESSORES CELSO, MARCOS E RAFAEL

Jacinto Júnior

Quando comecei a estudar a história de nosso país percebi – nas entrelinhas dos fatos – o quanto ela fora adulterada e falsificada e, acima de tudo, tendenciosa e seletiva. Notei, também, que, a história oficial contada nos almanaques relata apenas a bravura dos heróis barões – aliás, heróis de ‘araque’ que, de certa forma, nunca foram vencedores, mas, apenas agentes dos interesses internacionais que produziram uma colônia obediente, vira lata e cretina.

Ora, esse mesmo processo se estendeu para a esfera estadual e municipal – ou seja, a elite ultradireitista, projetou/projeta apenas os heróis pertencentes à classe dominante. Nunca se preocuparam e nem se preocupam com aqueles que, direta ou, indiretamente, contribuíram para a luta popular e sua organização. Esse processo torna-se revelador quando se observa a tratativa da elite dominante em articular uma formula para neutralizar as ações e/ou a supressão dos nomes daqueles militantes que se recusaram e se recusam admitir a ideologia conservadora como um feixe necessário, iluminado, extremamente dinâmico e harmonioso socialmente; capaz de conciliar a irreconciliável contradição social entre os interesses antagônicos de classe. Isto é impossível! Contudo, a burguesia codoense concentra suas energias no afã de desqualificar toda e qualquer liderança popular que discorde de seus interesses e de tal modo, sub-repticiamente, promove uma intensa campanha visando à desqualificação social daqueles militantes combativos. A obviedade disso se manifesta pelo uso sistemático da mídia conservadora em ‘criar’ uma pseudoimagem daqueles militantes de base que ousam enfrentar em campo aberto os interesses nada populares dos heróis burgueses e seu poderio político e econômico.

A elite dominante codoense – decadente cultural, moral, ética e intelectualmente – não comunga com o debate plural e, menos ainda, aceita o jogo da democracia direta. Ela tem uma profunda ojeriza a esses pilares constituintes de uma sociedade que se reivindica progressista, participativa e coletivista.

Ora, pensando sob esse prisma, é hora de reconhecer e projetar homens que se dedicaram e se dedicam de forma incansável e por inteiro, dispondo de sua vida em defesa de uma causa nobre, democrática, plural e coletiva. Codó precisa reinventar o conceito de ‘heroísmo’ e aproximar-se dos indivíduos que, ousadamente, despojam de suas limitações para integrar-se a um engajamento social libertário sem mea culpa e sem ‘medo de ser feliz’.

Codó tem seus verdadeiros heróis populares. Não são fabricações do ocaso e nem obra do capital fetichista, são forças vivas que emergem e extraem do povo o valor singular pela vida, a manutenção da esperança infinita de um município e um mundo melhor. Esses nossos heróis tem nomes e têm pátria! São militantes do bem e pelo bem lutam para congregar a hegemonia de uma sociedade sem párias, sem explorados e exploradores; integram um pensamento da mudança pela mudança verdadeira e não a falsa ilusão – ilusão essa propagandeada pelo discurso dominante conservador – de que essa mudança sofrerá, enfim, uma alteração profunda em sua estrutura social. Sob o comando político da elite dominante a superestrutura permanecerá inalterada como tem sido historicamente.

A luta social e política depreendida pelo professor Celso, professor Marcos e professor Rafael tem um tom inegável: a compaixão pelo outro e o sonho de construir uma sociedade pluralista e democrática. Isto reflete o caráter da solidariedade, o despojamento por um projeto revolucionário. Em cada um se entrecruza o mais nobre de todos os elementos que o homem vislumbra conquistar insistentemente: o amor pelo outro. Lembro-me de Che, quando afirmou que, o ‘verdadeiro revolucionário é movido pelo sentimento do amor’. Ou seja, uma entrega total a uma causa justa e nobre: a revolução social.

Essa tríade de lutadores sociais forjados no campo da democracia popular representa um corte epistemológico no processo político que desemboca no espírito de uma sociedade submissa, provinciana e inconscientemente conservadora; por ser conduzida por conservadores. Porém, o espaço que estes verdadeiros heróis populares vêm conquistando tem provocado uma abertura fundamental para ampliar o nível de organização da base social no enfrentamento contra os poderosos – a elite dominante codoense.

A sociedade codoense necessita e deve reformular sua concepção sobre a importância e a representação política bem como o papel da luta social desenvolvida por esses militantes idealistas. Nesse sentido, urge que façamos uma distinção objetiva entre o que pensam nossos verdadeiros heróis populares sobre a realidade social em relação ao que imaginam os membros da elite dominante codoense acerca da política, da cultura, da democracia e sua essencialidade social. Esses baluartes populares já consagraram e desfraldaram sua história no contexto de nossa conturbada história política e social, é mister ressaltar que, nada do que a elite dominante codoense propunha ou tente inibir o avanço da luta espraiada por esses verdadeiros heróis populares surtirá efeito favorável a si, ao contrário, servirá sim, de referência para fortalecer as expectativas e as aventuras desenhadas por esses heróis combatentes em constituir uma nova história mediante um novo homem para um novo tempo resplandecente.

Portanto, a história inscreveu em sua própria existência o nome desses valorosos heróis populares e que ninguém conseguirá apagar suas marcas e seus feitos singulares. A posteridade indicará para a juventude codoense a impostergável necessidade de continuar acreditando nos ideais defendidos e difundidos por esses verdadeiros heróis populares. Na verdade, suas trajetórias servirá como referencia fundamental para contribuir no processo dialético do desenvolvimento social de nossa cidade.

A desavergonhada cultura da corrupção que se alastra de forma assombrosa os liames das instituições sociais – Parlamento Nacional, Sistema Judiciário e a Mídia Conservadora – que corroí a cidadania, a ética política e, sobretudo, põe debaixo do tapete a sem-vergonhice alimentada pelos pares burgueses, de que essa cultura é um fato natural que não deve ser destruído, mas apenas, freado; colocam esses três heróis populares na contramão da história, e, retilineamente, opõem-se a toda essa canalhice destruidora de um sistema, de um modelo ideal de sociedade, onde os valores estão apodrecendo. Celso, Marcos e Rafael são os maiores símbolos de resistência democrática que foram produzidos nas três últimas décadas em nossa cidade. É o que há de melhor na atual conjuntura política em nível de proposição, de comprometimento e de ideias reestruturantes.

Ainda chegará o momento de suas conquistas serem reconhecidas pela massa que eles tanto lutam e defendem sem pensar em si e para-si. São militantes engajados, desbravadores e corajosos. Não temem os inimigos, pois conhecem as armas com as quais eles costumam jogar. Eles têm consciência de que o jogo jogado é “bruto”, é “violento”, “desigual” e “seletivo”; mas, mesmo nas condições desfavoráveis não abdicam de suas utopias e, menos ainda, acovardam-se diante das ameaças e intimidações para agradar terceiros; esse mote não faz parte de suas filosofias e práticas.

A história já reservou para cada um desses verdadeiros heróis populares seu lugar de destaque e, isto, é um fato indelével. Mesmo que hoje eles decidam abandonar seus ideais e se recolherem a uma vida comum, ainda terão o seu lugar marcado em lápides de ouro com a seguinte inscrição: “estes foram os verdadeiros heróis populares que dedicaram suas vidas com dignidade e bravura, coerência e decência, honestidade e ética e consciência social por um ideal coletivo”.

A esses bravos militantes minha profunda admiração. Continue a alimentar o sonho coletivo, a espalhar a esperança infinita em todos os rincões de nossa cidade, a forjar a democracia como sistema solidário e justo, a espernear por uma liberdade arrojada e fortalecer o direito universalista da justiça plena como plena é a cidadania em que acreditam para cada filho codoense de origem popular! O homem é o único animal que pode propor ideias e sonhar com o futuro melhor e mais humano. O homem é o único animal que consegue refletir a sua própria condição animal e, por isso mesmo, deseja o melhor para a sua raça: a paz, a solidariedade, a fraternidade, a igualdade.

Que, no porvir não tão longínquo, nossa cidade possa rever sua história, sua trajetória e decida restaurar a verdadeira essência do processo político-social a partir das propostas que demandará um novo ciclo de desenvolvimento social para todos. E podem apostar que as propostas avaliadas terão a valiosa contribuição dos três heróis populares representantes da classe trabalhadora: Celso, Marcos e Rafael. É necessário desprender um esforço intelectual para colocar no front da história e revelar para a sociedade civil codoense a importante trajetória dos nossos verdadeiros heróis populares do quilate de Celso, Marcos e Rafael. A democracia é a mais forte arma para ser usada contra a tirania e a opressão e nossos verdadeiros heróis populares sabem como ninguém usa-la para defender a coletividade dos ataques da elite dominante codoense.

Enfim, a resistência democrática e o engajamento político-social que carregam nossos verdadeiros heróis populares nos orgulham e nos faz crer que, tudo é possível, basta acreditar no impossível. Este é um fato notório e surpreendente, basta olharmos alguns episódios históricos recentes tais como: a luta de Martin Luther King, Malcon X, nos EUA em defesa dos direitos civis dos negros; Mahatma Gandhi, o pai da Índia moderna, livre do jugo inglês; Salvador Allende, o pai da democracia popular chilena – deposto e morto por um golpe militar urdido pela CIA e com autorização dos USA; no Brasil, Florestan Fernandes – o pai da sociologia militante -, Darcy Ribeiro – o intelectual da educação -, Leonel Brizola – o articulador polêmico e corajoso, João Amazonas – o espírito comunista que emociona pela lealdade, Marighela – a pura ousadia utópica -, Carlos Prestes – e sua coluna – e etc. Esses exemplos incontestes, nobres e valorosos devem nortear o espírito de quem pretende enfrentar uma quadra política conservadora e profundamente viciada para instaurar um novo homem e uma nova Codó.

Os professores Celso, Marcos e Rafael representam a principal simbologia da resistência popular codoense contra uma estrutura déspota. Neles é possível perceber a grandiosidade da Democracia, a intolerância contra a maldade orquestrada pelos setores conservadores, enfim, notabilizam-se por serem fieis a uma aguerrida luta contra as injustiças. Por isso, é necessário que a sociedade codoense assimile e comunguem de suas lutas. Codó precisa entender esse processo de luta de classes e, mais ainda, incorporar os ideais democráticos apregoados pelos nossos verdadeiros heróis populares e torna-los parte de si para-si.

Ser um verdadeiro herói fora dos padrões instituídos pela elite dominante é uma verdadeira via-crúcis, em que o/os sujeito/os histórico/os tornam-se aventureiro daquilo que alimenta sua existência material: o sonho de uma sociedade democrática baseada na tolerância e na sustentabilidade.

A esses verdadeiros heróis populares – Celso, Marcos e Rafael, nosso reconhecimento. Reconhecimento pela ousadia, pela coragem, pelo espírito indomável de querer que a justiça seja uma constante na vida dos sujeitos oprimidos e explorados pelo capital monopolista que precisam de uma voz protetora.

POR POUCO UM MOTORISTA DE UMA VAN NÃO CAUSA UMA TRAGÉDIA EM COROATÁ

Um acidente impressionante registrado na tarde desta sexta-feira (29) logo na subida da ponte sobre o Rio Itapecuru, bairro Tresidela, chamou a atenção dos coroataenses. O motorista da Van, identificado apenas como Neto, tentou fazer uma ultrapassagem quando percebeu que uma motociclista vinha em sentido contrário, ao desviar da mesma ele acabou perdendo o controle do veículo atravessando a mureta de proteção e parando ao colidir contra uma próximo ao Mercadinho Municipal.

Além do motorista, uma passageira estava na Van, mas ambos saíram sem ferimentos.

Na tentativa de tirar o veículo, o trânsito foi paralisado e uma multidão de motociclistas e motoristas logo se aglomeraram dos dois lados da ponte. Após cerca de 30 minutos, diante da dificuldade, a Guarda Municipal, Agentes de Trânsito e a Polícia Militar decidiram liberar a passagem para os veículos e só quando o movimento tiver bem menor que o resgate será feito.

                                          Veja o vídeo abaixo:

Fonte: Coroatá Online

 

CAMINHONETE HILUX COM DOCUMENTO CLONADO É APREENDIDA EM PORTO FRANCO

Nesta sexta-feira (29), uma equipe da PRF na Unidade Operacional de Porto Franco abordou o veículo Toyota/Hilux com placas aparentes KIQ-9887/PE, conduzido por um homem de 38 anos.

Ao realizar consulta nos sistemas de segurança, constatou-se que o chassi e o número do motor não pertencem ao veículo fiscalizado e foram adulterados para legalizar um automóvel igual para o qual consta restrição judicial, cuja a placa original é KIL-2822, em nome de uma empresa.

Diante das informações obtidas foi constatada, a princípio, ocorrência de Adulteração de sinal identificador de veículo automotor, tendo sido encaminhado o veículo e o condutor para a Delegacia de Polícia Civil em Porto Franco.

Na quarta-feira (27), em Colinas/MA, a PRF recuperou quatro caminhonetes roubadas, sendo 03 Toyota/Hilux e 01 GM/S10.

Fonte: Neto Ferreira

 

HOMEM É PRESO EM CODÓ COM ARMA, DROGAS E OBJETOS DE ROUBO

Na tarde de quinta-feira (28) a polícia, sob o comando do Delegado Rômulo Vasconcelos, efetuou a prisão do traficante Amarildo dos Santos Moreira, que foi flagrado e preso por tráfico de drogas e posse ilegal de arma. Junto com Amarildo, a polícia apreendeu uma arma de fogo, calibre 38, drogas do tipo maconha e crack, relógios, celulares e dinheiro.

 

“POLÍTICAS PÚBLICAS VOLTADAS PARA DEFICIENTES FÍSICOS PRECISAM CHEGAR AOS BAIRROS” DIZ VEREADOR DE CODÓ

Esta semana em seu discurso na Câmara, o vereador Pastor Max iniciou falando sobre sua participação no Planejamento estratégico do IFMA. O IFMA é um presente pra nossa cidade. Uma instituição de ensino de excelência, que forma tantos jovens e uma referência para Codó. Neste planejamento tive a oportunidade de dar minha contribuição com idéias que possam atender melhor a nossa comunidade, os anseios da classe estudantil e tenho certeza que isso terá reflexo muito positivo para toda sociedade codoense. Durante o prólogo, o edil lamentou o falecimento do menino Levi e prestou suas condolências a toda família.

I Encontro de Pessoas com Deficiência em Codó

Um dos temas tratados pelo parlamentar foi sobre o I Encontro de Pessoas com Deficiência em Codó, realizado no último dia 21. Foi um grande encontro, que contou com a presença do prefeito Nagib e a Primeira Dama, Agnes Oliveira, o vice-prefeito Ricardo Torres, representantes da Associação das Pessoas com Deficiência de Codó (Aspedec) e Fundação Pestalozzi, secretários de governo e vereadores. O evento, que fez parte do Dia da Luta das pessoas com deficiência, foi uma ótima oportunidade para diálogos que buscaram dar voz a esse seguimento tão importante de nossa sociedade e que vem se esforçando ao máximo para buscar mais espaço em nosso município. Parabenizo a todos os atuantes na luta por garantia dos direitos das pessoas portadoras de deficiência em Codó”.

Inclusão precisa chegar aos bairros de Codó

O vereador falou que, apesar dos avanços recentes nesta área e das garantias presentes na Constituição Brasileira, a luta pelos direitos das pessoas portadoras com deficiência em Codó precisa continuar. Precisamos colocar em prática em nossa cidade esses direitos fundamentais e que estão assegurados pela nossa constituição. Ainda constatamos a exclusão das pessoas com deficiência em seu dia a dia nos bairros, que precisam estar preparados para atender bem esse seguimento, principalmente em relação a acessibilidade e infraestrutura adequada, equipamentos e ações para esse público. Por isso precisamos de mais diálogos, propostas e ações para realizar o bem estar de todos, com inclusão nos bairros, escolas e todas as instituições públicas”.

Max pediu no parlamento que a sociedade codoense tomasse uma mudança de postura em relação ao tema e lutasse contra o descaso e o preconceito para com as pessoas portadoras de deficiência. Que prevaleça a solidariedade, a boa vontade, o engajamento, o respeito e o companheirismo para com este seguimento tão importante de nossa sociedade e que possamos construir uma cidade mais justa e igualitária para todos”.

Indicações da semana

Com a Indicação Nº286/17 o vereador solicitou ao Executivo a implantação da iluminação  pública no canteiro central da Rua Puraquê, que trará além da beleza, maior segurança aos moradores e usuários da via. Pela Indicação Nº287/17 pastor Max pediu pela a recuperação da Rua Pedro Alvares Cabral, bem com pavimentação asfáltica da Rua Rio de Janeiro.

Ascom

MANDADO DE PRISÃO LEVA PARA CADEIA ASSALTANTE EM CAXIAS

A Polícia Civil, através da Delegacia Regional de Caxias, prendeu na manhã dessa quinta-feira (28) Francisco das Chagas da Silva dos Santos, de 32 anos, em cumprimento a mandado de prisão preventiva.

De acordo com o delegado regional, Jair Paiva, o mandado foi expedido pela 3ª Vara de Caxias em razão de Francisco das Chagas ter sido sentenciado a 5 anos e 4 meses de reclusão, suspeito pelo cometimento do crime de roubo qualificado em 2006.

Apesar da sentença ter saído em 2014, a Polícia Civil localizou o suspeito somente na quarta-feira (27), em sua residência. Ele não reagiu à abordagem policial.

 

Fonte: João Lopes

 

COLUNA DO ALEXANDRE SALEM: PESCADOR E PESCARIA (UMA HOMENAGEM A TIBUCA)

Alexandre Salem

Celso, um entrosado pescador tagarela de Codó, entre talagadas de cinzano e tragadas prazerosas no cigarro, fobava na porta das tardes cervejosas do bar do Beliche que só ele sabia os pontos no rio Itapecuru onde ainda nadavam cardumes de mandubés. A fim de esticar conversa, pois sabia que o pescador se irritava quando desmentido, Tibuca, habitué de todos os expedientes do bar, enchendo o copo de cerveja rebatia: “Mas tu mente. Aonde, inchado! Vou é ‘apostano’ contigo se nesse ‘rie’ ainda tem mandubé.”  Como a turma de sempre que preenchia a calçada esperava e gostava, Celso se alterava: “Aí é que eu digo logo, que eu sou é profissional. E de pescaria tu ‘num’ entende. Te cala.” Vendo que ele pegou corda, Tibuca então teatraliza um desafio: “Pois taí, ‘vamo’ marcar uma pescaria. Agora, se não tiver mandubé, quem vai pagar o grogue és tu”. “Ééégua, Celso. Tibuca te desafiou”, atiçou Dedé magarefe, se intrometendo e já torcendo pela pescaria, doido para também ir junto. Depois de muita lorota, ficou combinado para na manhã seguinte providenciarmos os apetrechos e a embarcação para subirmos o rio.

         Numa lancha de casco chato, zarpamos da prainha. A bordo, bebida e mantimento para três dias. A cobertura de zinco permitia armarmos redes. Rebocadas na popa iam duas canoas de pescaria. Rio acima, o som do motor diesel soava recreativo, inspirando molecagem chistosa. Sem largar o copo, se embalando numa rede de fibra de tucum, Celso estufava a carótida para ser ouvido: “Sim, eu posso até pagar o grogue… Mas, se eu pegar ‘os’ peixe, tu ‘num’ vai mais nem triscar ‘ni’ bebida.” Uma aposta dessa era incompatível com o estado de festa de Tibuca, porque caso perdesse seria impossível pagar. Não suportaria um castigo desses, era o mesmo que morrer de sede boiando n’água. Contudo, a aposta foi fechada com a chancela de Dedé Magarefe, que, parando de amolar a peixeira numa pedra apropriada, ainda disse da proa: “É o seguinte, se nós ‘pescar’ ‘ur’ mandubé, tu ‘num’ bebe mais ‘mêrmo’ não. Viu, Tibuca?” Corporativo, Dedé evitou dizer que Celso pagaria a despesa da bebida caso mandubé não venha à tona. Havia uma hierarquia subentendida a bordo, onde Tibuca, etilicamente assenhoreado, já se achava acima até de Fogoió, o piloto do barco. Portanto, não podia levar a sério a lei seca que lhe seria imposta caso os tais peixes aparecessem.

           Sob um sombreado de palha, acampamos na margem arenosa. De lá, esparramados em redes e num embalançar preguiçoso, assistíamos Celso e Dedé jogarem tarrafa num remanso. Pescavam até mandi pintado. Os maiores Dedé os levantava e exibia, ainda vivos, rabeando. Porém, nada do raro mandubé. Com as duas mãos em cunha cercando a boca, Tibuca sentava na rede e gritava: “Já chega. Já dá pro almoço. Tu sabes que aí não tem mandubé”. Sol a pino, Celso, já exausto de tarrafear, acatou hora do almoço. Enquanto o panelão de ferro fervia numa trempe, exalando o aromal indefectível de uma peixada codoense, perfumando a conversa fiada que fluía ao sabor da brisa fluvial. “Vai ‘pensano’ que eu não trazer o mandubé. Vai”, garantia Celso. Como era do seu gênio, Tibuca enticava: “Tu ‘mêrmo’ diz que aqui no remanso da cachoeirinha tem mandubé que engancha. Se aqui tu não pegou, aonde é que vais pegar? Mas não mente.” Aborrecido, Celso dispensou a cabeça de um mandi para retrucar: “Lá sou ‘home’ de mentir! ‘Num’ sou tu não. Terminar de almoçar nós ‘vamo’ subir mais um bocado. Que ali tem um ponto de peixe que ‘num’ ‘faia’. Nunca fui lá para não trazer um mandubé”. Claro, garantido pela hierarquia subentendida, Tibuca não temia perder a aposta. Queria mais era que pescassem pelo menos um mandubé.

         Empanturrados de peixe e pirão, depois do almoço cochilamos. Celso, Dedé e Fogoió, subiram o rio. Lá pelas quatro acordamos. Eles ainda não haviam retornado. Estávamos num refestelo na beira da água, com o corpo mergulhado, lata de cerveja à mão, quando escutamos o barulho longínquo do motor. Batia já cinco e meia da tarde. A mata fronteira na outra margem barrava o por do sol. Apoitaram no lusco-fusco, já escurecendo. Antes de desembarcar Celso brada: “Aí é que eu digo logo. Pode largar a lata. Pode largar. Dagora ‘invante’ tu ‘num bebe mais, Tibuca”. Tibuca então cobrou: “Cadê o mandubé?” Ainda no barco, Dedé Magarefe levanta a tampa de um isopor e retira um senhor exemplar de suposto mandubé e nos mostra de lá: “Taqui o bichão. Vamo jantá ele. E só tu que ‘num’ vai beber.” Depois de ter tomado todas, Tibuca não reconheceria o belo espécime de mandubé. E irritou os pescadores: “Esse peixão aí nunca foi ‘manduba’. Isso é bagre. E bagre eu não como”. Ruborizado de raiva, segurando e sacudindo o peixe pelas guelras, Celso disparava: “Tu ‘num’ quer largar de beber, diz. Mas tu ‘sabe’ que esse peixe aqui é mandubé legítimo de Braga.” Na hora de degustarmos o jantar, Tibuca devorava postas suculentas negando o tempo todo que comia mandubé: “Só tô comendo porque tô com fome. Mas é bagre”. Engatado nessa ladainha, Tibuca me pôs pulga atrás da orelha. Amanheci sem saber ao certo se comi bagre ou mandubé. Mas como estava bom, acreditei no pescador.

                                                  Alexandre Salem,

                                           Ex-deputado, romancista.

 

“TU FOSTES MUITO CRUEL E COVARDE COMIGO” DIZ DANIEL SOUSA SOBRE ZITO ROLIM NA RÁDIO ELDORADO DE CODÓ

Daniel e Zito

Hoje pela manhã, o radialista, Daniel Sousa, acabou com os boatos que aconteciam na cidade sobre sua saída da Rádio Eldorado onde faz oposição ao governo do atual prefeito Francisco Nagib para aderir o ao grupo do mesmo. Com um tom de “cabra macho” que não se curva a
às ameaças e intimidações do grupo liderado pelo ex-prefeito Zito Rolim, o prefeito Francisco Nagib e o empresário FC Oliveira, o radialista disse o seguinte: “Nós dois precisamos nos perdoar Zito. Tu fostes, Zito Rolim, muito cruel comigo, tu fostes muito covarde comigo, o que eu estou passando hoje você é culpado Zito, não adianta é culpado pois sabia de tudo e não teve moral pra peitar o seu FC OLIVEIRA e dizer o Danilzinho é meu e deixa que eu resolvo”: Disse no seu programa de rádio “A Voz do Povo”.

POR QUE NÃO FIZERAM O CONVITE EM JANEIRO?

Continuando a falar sobre o convite feito pelo grupo do prefeito a Daniel Sousa, o mesmo disse o seguinte: “por que vocês não ofertaram QUATRO MIL REAIS em janeiro? Essa é a grande pergunta. Se vocês me querem agora é para calar a voz do povo – que é a voz do Daniel Sousa – essa que é a grande verdade, vocês querem me calar.”

FEZ UM PEDIDO AO GOVERNO DE NAGIB E A ZITO ROLIM

Ao encerrar seu comentário, o radialista fez um pedido ao governo do prefeito Francisco Nagib e ao ex-prefeito Zito Rolim “Eu quero fazer um pedido ao governo, parem de me assediar, eu não estou a venda. Tenho UM METRO E QUARENTA E NOVE de altura, mas eu sou é macho! Agora, seu Zito Rolim foi muito cruel comigo e com muitas pessoas” finalizou a ele.