GOVERNO FLÁVIO DINO ABANDONA MÉDICOS, HÁ QUASE QUATRO MESES ELES NÃO RECEBEM SALÁRIOS

Denúncia partiu da Associação dos Médicos do Socorrão I e II (Amess), que abrange todo o estado; segundo a entidade, o Governo do Estado não está honrando com os serviços médicos na capital e interior.
Médicos de diversas unidades de saúde administradas pelo Governo do Maranhão estão com salários atrasados há quase quatro meses. De acordo com a instituição, profissionais do Hospital Regional de Matões do Norte, Hospital Presidente Dutra, Juvêncio Matos e Carlos Macieira, entre outros, estão sem acesso aos vencimentos e não há nenhuma resposta da Secretaria Estadual de Saúde sobre quando a situação será regularizada.

“O Governo do Maranhão não está honrando com os serviços dos médicos, tanto de São Luís, como do interior do estado. Está muito difícil um médico se deslocar da capital para cidades do interior, porque estão sem salário há quase quatro meses. O que mais incomoda a classe médica é que a Secretaria Estadual de Saúde [SES] não se posiciona e nem anuncia algum cronograma para regularizar esse impasse. A SES não se prontifica. Praticamente todas as unidades de saúde estão com salários em atraso. Não conheço uma que esteja em dia. O tempo varia. Tem unidade com dois meses de atrasos, enquanto outras estão com quatro meses”, revelou Érico Cantanhede, presidente da Amess.
Ele também denuncia o Governo do Maranhão por não suprir as necessidades dos pacientes no interior do estado. Fato que causa o deslocamento dessas pessoas para São Luís e provoca superlotação nos hospitais Djalma Marques (Socorrão I) e Dr. Clementino Moura, o Socorrão II, ambos na capital maranhense. “Foram construídos hospitais no interior, mas pacientes são deslocados de lá de maneira muito intensa, e isso causa superlotação”, disparou Cantanhede.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou, em nota, que o pagamento dos salários já foi efetuado. A SES comunicou que, entre 2015 e 2017, o Governo do Maranhão garantiu o acesso dos pacientes do interior do estado ao atendimento de média e alta complexidades por meio da inauguração de seis novos hospitais, nas cidades de Pinheiro, Caxias, Bacabal, Santa Inês, Imperatriz e Balsas.

CRISE NA SAÚDE

A saúde no Maranhão começou a entrar em colapso após um esquema de corrupção que foi revelado pela Polícia Federal, no final do ano passado, em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU) no ano passado. Mais de R$ 18.345.815,03 em verbas provenientes do Governo Federal foram desviados.
De acordo com as investigações, os criminosos agiam em várias frentes. Entre elas, por meio de funcionários fantasmas. Cerca de 400 pessoas foram adicionadas em folhas de pagamento dos hospitais estaduais, sem prestar serviços algum.
Além de funcionários contratados pelos hospitais, que recebiam seus salários, ainda ganhavam um “extra”. Empresas de fachadas especializadas em serviços médicos (OSS) recebiam a verba para a saúde estadual e não realizavam nenhum tipo de serviços médicos.

Fonte: Antônio Martins

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