ÍNDIOS DENUNCIAM INVASÃO DE TERRAS NO MARANHÃO

A Terra Indígena dos Awá Guajá, na qual houve a desintrusão em 2014, está sendo novamente invadida. Há fazendeiros já instalados lá, árvores foram derrubadas e há rebanho pastando por lá.

Os Awá Guajá são definidos pela Funai como “de recente contato”. A maioria só fala Guajá. Antonio Guajajara, da Terra Caru, falou que eles estão correndo extremo perigo. Existem também desse mesmo povo, alguns grupos isolados, ou seja, os que recusam contato.

No Maranhão os remanescentes de Floresta Amazônica estão em três terras indígenas: Awá Guajá, Caru, onde vivem os Guajajara e onde tem mais duas aldeias de Awá e a TI Alto Turiaçu onde vivem os Ka’apor.

Os Guajajara, depois da desintrusão (retirada de ocupantes ilegais), formaram dois grupos de vigilantes: os Guardiões da Floresta, e as Guerreiras da Floresta, para fiscalização e conscientização da importância da preservação.

Leia abaixo também o longo depoimento de Antonio Guajajara explicando a situação atual. Neste fim de semana foram feitas reuniões de grileiros para planejar novas invasões.

Depoimento de ANTONIO WILSON GUAJAJARA, cacique da aldeia Maçaranduba, da Terra Indígena Caru, Maranhão

“A gente vem acompanhando as ameaças que estão surgindo sobre a terra indígena Awá Guajá. Nós que moramos aqui perto, na verdade são três terras coladas uma a outra: a terra indígena Caru, a terra indígena Awa Guajá e a terra indígena Alto Turiaçu dos indígenas Ka’apor.

A gente está vendo a terra dos Awa a um instante ela sendo invadida pelos não-indígenas, pelos invasores, os antigos invasores que moravam nela. Quando teve a desintrusão, quando eles saíram, e agora essa nova possibilidade de o governo liberar as terras indígenas. Isso faz com que eles achem que está tudo já liberado e aí eles estão se manifestando para querer invadir.

Só que nós aqui, Miriam, dessa região onde eu moro, a gente trabalha da maneira organizada. Sabemos que as únicas terras em que existe mata no Maranhão são a terra Caru, Alto Turiaçú e Awa Guajá. São as únicas terras que tem matas. Foi formado desde 2014 o grupo de Guardiões da Floresta, no qual a gente faz a vigilância. A gente faz a vigilância para que essas pessoas não possam entrar. Aqui na terra Caru a gente trabalha para isso: defender a floresta de uma maneira pacífica, sem violência, educada.

Já fizemos várias capacitações e sabemos também que o nosso dever de proteger a floresta é muito importante porque aqui na terra também tem os Awá que nunca tiveram contato com ninguém. Não sei se você sabe, mas aqui na Caru tem ainda esses indígenas. Eles são índios de recente contato, que são a aldeia Tiracambú e a aldeia Awá. Ficam aqui na terra Carú.

A gente está pensando em continuar fazendo esse trabalho. Vem dando certo. Hoje a terra indígena Caru, Turiaçu, a Pindaré, outra terra aqui também de Guajajara, a gente vem vendo resultado, trabalhando os guardiões juntos, mostrando para o invasor que a gente não está para entrar em conflito, que a gente está para conversar, fazendo com que eles entendam que a terra é nossa, é indígena.

E também aqui, quando foi formado o grupo de guardiões da floresta, foi formado também o grupo das guerreiras, de mulheres, de Guerreiras da Floresta como chamamos aqui. O trabalho delas é fazer reunião com os povoados, nas cidades, informando a importância da floresta, a importância dos rios, a importância de todos animais, e também informando que tem indígena dentro da terra que não se deve ter contato. A gente vem trabalhando muito forte em cima disso, avisar aos não-indígenas, os “brancos” como falamos.

O trabalho delas é muito importante. Esse grupo só existe aqui na Caru. Desde 2014 os Guardiões andam pela terra e as Guerreiras andam pelo outro lado, dos não-indígenas, fazendo esse tipo de trabalho que é perigoso, mas é importante para nós tudo

A gente está bastante preocupado. A nossa terra indígena Carú é de 172 mil hectares, só floresta. Se a gente não tiver parceria com os amigos, com outras pessoas, fica também difícil para gente. Sabemos que quem vai sofrer mais ainda são os próprios Awá, que não estão entendendo nada do que está acontecendo.

A terra indígena Carú está rodeada de povoados. É tipo uma ilha, tem dois rios. Existe também bastante invasão. Mas a gente está batendo firme e forte, continuando nossos trabalhos de vigilância. Mas a gente precisa de mais força também. Esse é um pouco de história aqui da Caru.

Quanto à terra Awá, a gente quer unir forças. Tanto com os Awá, que são recente contato, quer unir força com a etnia Ka’apor, e quer unir força com os outros parentes também para que a gente possa ajudar eles, os Awá, a fazer suas aldeias lá dentro da terra. Eles não fazem ainda por conta de ameaças, por conta de várias desmatamentos que estão sendo muito fortes dentro da terra Awá. A gente foi lá, passou quase um mês lá, e a gente não vê outra coisa a não ser pasto, criação de gado está muito forte. E eles estão jogando agora é veneno por cima da floresta para matar os matos e criar os capins. Fazer com que a pastagens aumente. Isso é bastante preocupante para nós.

O que nos resta é unir as forças. Daqui para frente nós vamos fazer isso, unir as forças. Vamos unir força para que a gente possa ajudar a salvar os parentes Awá que não estão ainda contactados. Estão na mata. Estamos preocupados com o futuro das nossas vidas e das deles também (…) Eles dependem muito da gente e dos Ka’apor. Essas terras do Awá fica no meio das duas terras, tanto da Caru quanto do Alto Turiaçu. Precisamos de muito apoio para que possamos reflorestar o que foi destruído e proteger também ao mesmo tempo as três terras juntos.

Quando você veio, naquele ano, não tinha muito desmatamento. Hoje está muito diferente. A invasão aumentou, tiração de madeira também. Tem alguns fazendeiros dentro, morando e eles estão utilizando esse tipo de trabalho, jogando veneno por cima da terra dos Awá. Tudo isso está acontecendo dentro da terra dos Awá. E eles usam também fogo quando é tempo de seca. Saiu queimando tudo.

Não sabemos se os Awá, que ainda não estão contactados, nós não sabemos se ainda existem lá dentro. Sabemos que tem na terra Caru, a terra onde eu moro, mas na terra dos Awá não sabemos. Se tem, eles estão vivendo meio que para um lado e para outro. Topa com madeireiro, topa com caçador. Principalmente agora com o que está acontecendo com eles.”

PRESIDENTE DA CÂMARA DE CODÓ, EXPEDITO CARNEIRO, LAMENTA A MORTE DE GETÚLIO ZAIDAN

“É com profundo pesar que lamentamos a  morte do ex-vereador e amigo, Getúlio Zaidan, mais conhecido como “Jacaré”, ocorrido na madrugada de terça para quarta-feira (16). Neste momento de dor e luto, expressamos aqui as nossas sinceras condolências à família. Desejamos que Deus conforte o coração de todos, para que encontrem forças necessárias para superar esse momento de grande dor e tristeza. Codó perdeu um grande homem e um grande político e amigo, o amigo “Jacaré” deixou um exemplo de homem do bem, pai de família exemplar e um cidadão honesto e honrado”.   

Expedito Carneiro, presidente da Câmara de Codó

CODÓ PERDEU UM GRANDE HOMEM: UMA HOMENAGEM DO BLOG AO SENHOR GETÚLIO ZAIDAN

Getúlio Zaidan

O mundo é hoje um lugar melhor porque você existiu e o tornou mais belo, amigável e justo para quem um dia se cruzou na sua vida.

Hoje seu coração não bate mais neste mundo, mas você será para sempre recordado como um grande homem!

Você foi simplesmente o ser humano mais íntegro e honesto que algum dia muita gente conheceu. E pode ter certeza que jamais será esquecido. Pois pessoas assim especiais acabam por se tornar imortais.

Descanse em paz e se puder sinta orgulho do bem e de todos os ensinamentos valiosos que deixou a tantas pessoas.

Assim foi Getúlio Zaidan, Humilde, reflexivo, de longas falas quando necessário, duro quando preciso, amoroso, sorridente e extremamente educado com aqueles a sua volta. Uma referência de lealdade, de compromisso com a verdade.

Att. Leandro de Sá

APÓS ROUBO, HOMEM MORRE EM CONFRONTO COM POLICIAIS EM CODÓ

No final da tarde desta terça-feira (15/01), policiais da força tática do 17°BPM conseguiram desarticular a ação de um assaltante na zona rural de Codó.  O acusado, segundo denúncia feita pela própria vítima, o abordou em frente um posto desativado que fica localizado na BR-316, em frente a Fábrica de Cimento NASSAU, portando uma arma de fogo de fabricação caseira (garruncha) e um facão, e o rendeu amarrando-o em um quarto nas dependências internas do referido posto, subtraindo da vítima um aparelho de celular da marca Motorola,  uma aliança, R$ 150,00 (cento e cinquenta reais), um carregador de celular e um kit de manicure,  evadindo se do local em seguida tomando direção ignorada.

Com base nas informações repassadas pela própria vítima que conseguiu se soltar das amarras feitas pelo assaltante e prestar a denúncia pessoalmente no 17° BPM,  bem como informes de populares, a guarnição se deslocou até o local do ocorrido e posteriormente a uma área de matagal onde foi encontrado o suspeito, identificado apenas como Diego, que ao perceber a presença dos policiais o mesmo efetuou um disparo contra a guarnição, que respondeu à injusta agressão ferindo o suspeito, que de pronto foi socorrido e encaminhado ao HGM para atendimento médico, onde o mesmo não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

Todos os pertences da vítima foram encontrados com o suspeito, sendo encaminhados para a 4 DRPC de Codó para que os procedimentos cabíveis sejam tomados.

ASSCOM

HOMEM É PRESO ACUSADO DE ESTUPRAR UMA CRIANÇA DE 8 ANOS EM ROSÁRIO

Na manhã desta quarta-feira (16), a polícia de Rosário prendeu um homem identificado como Wagner Santos Alves, ele  foi preso suspeito de estuprar uma criança de 8 anos na cidade de Rosário.

Segundo informações da polícia, o criminoso confessou que praticou o estupro cerca de dez vezes, sempre à noite.

O preso será encaminhado para o Presidio de Pedrinhas, ficando à disposição da Justiça.

Com Informações, Neto Ferreira

CORPOS DE FUNCIONÁRIOS DA CEMAR SÃO VELADOS EM SÃO LUÍS

Os dois funcionários da Cemar que foram assassinados na última terça-feira (15) foram velados na manhã desta quarta-feira (16).

O corpo de Francivaldo Carvalho da Silva estava sendo velado na Assembleia de Deus, no Jardim Tropical II, em São José de Ribamar e foi deslocado para o município de Cachoeira Grande, interior do estado. O velório da outra vítima, João Victor, ocorreu no bairro Aurora, na Rua Barão Aracati, na capital.

Segundo Jefrey Furtado, da Superintendência de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP), um suspeito já foi identificado como Pablo Martins Silva, de 18 anos, mais conhecido como “De menor”, mas nenhum suspeito foi preso ainda.

Entenda o caso

Os funcionários da Cemar foram assassinados, na manhã da última terça-feira (15), no Sítio Natureza, nas proximidades do Maiobão, em Paço do Lumiar, região metropolitana de São Luís.

A motivação teria sido o corte do fornecimento de energia na casa de um integrante de uma facção criminosa. Segundo o Major Timóteo, dois homens em uma motocicleta foram os responsáveis pelos disparos.

Fonte: Neto Ferreira

MINISTÉRIO PÚBLICO QUER SUSPENSÃO DE CONTRATO NA PREFEITURA DE MATÕES DO NORTE

A Promotoria de Justiça de Cantanhede in gressou, em 7 de dezembro, com uma Ação Civil Pública contra o Município de Matões do Norte (termo judiciário da comarca) e a CTSLZ Cooperativa de Trabalho São Luís. Na ação, o Ministério Público pede a imediata suspensão do contrato firmado entre a Prefeitura e a cooperativa.

As investigações apontaram que a Prefeitura firmou quatro contratos para fornecimento de mão de obra com a Cooperativa em 2017, com pagamentos mensais que variavam entre R$ 12.125,25 e R$ 309.125,68. Um novo contrato foi assinado em janeiro de 2018, com valor total de R$ 1.230.088,16.

De acordo com o promotor de justiça Tiago Carvalho Rohrr, apesar de se apresentar como cooperativa, a CTSLZ é, na verdade uma empresa de fornecimento de mão de obra na qual os empregados são mantidos sob relação de subordinação, “não havendo qualquer regime de cooperação, como ocorre em uma verdadeira cooperativa”. Para o membro do Ministério Público, o objetivo dos contratos foi o de preencher o quadro de pessoal da administração municipal sem observar a regra da obrigatoriedade do concurso público.

Há ilegalidades nos contratos pois, as cooperativas podem participar de licitações, com exceção daquelas que envolvam o exercício de atividade que demande a existência de vínculos de emprego/subordinação dos profissionais com a cooperativa.

Para Tiago Rohrr, a multiplicidade de cargos disponibilizados (auxiliar administrativo, carpinteiro, coordenador administrativo, operador de máquina pesada e recepcionista, entre outros), em que as funções não guardam relação uma com a outra, reforça que não se trata de uma cooperativa e sim de uma intermediadora de mão de obra.

Além da Liminar com a suspensão imediata, o Ministério Público pede que a Justiça determine a rescisão definitiva do contrato firmado entre a Prefeitura de Matões do Norte e a CTSLZ Cooperativa de Trabalho São Luís. O Município também deve se abster de contratar cooperativas de mão de obra para cargos que envolvem atividade-fim da administração municipal.

Fonte: Luís Pablo 

PROMOTORIA PEDE REGULARIZAÇÃO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM CAXIAS

A 6ª Promotoria de Justiça de Caxias emitiu Recomendação nesta segunda-feira, 14, à Companhia Energética do Maranhão (Cemar) para que a empresa regularize o fornecimento de energia elétrica no Residencial Eugênio Coutinho, no prazo de 15 dias.

O documento é assinado pelo promotor de justiça Carlos Allan da Costa Siqueira, titular da Comarca de Passagem Franca, respondendo pela Promotoria de Justiça de Caxias.

O Ministério Público do Maranhão relatou a ocorrência de oscilações constantes de energia em toda extensão da comunidade citada, ocasionando prejuízos aos consumidores. Há casos de queima de equipamentos eletrônicos e até um incêndio em uma residência, em dezembro do ano passado, em decorrência da oscilação energética.

Na Recomendação, o MPMA destacou que, segundo o Código de Defesa do Consumidor, os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não podem acarretar riscos à saúde ou segurança dos consumidores. O artigo 39 estabelece como prática abusiva do fornecedor colocar no mercado de consumo qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes.

Fonte: Neto Ferreira