A BRINCADEIRA SEM GRAÇA E ONEROSA DA JUSTIÇA ELEITORAL

Impressionante como muitas coisas avançam, mas infelizmente a Justiça Eleitoral segue dando péssimos exemplos de vagarosidade e desleixo com o eleitor e o erário público.

Engana-se quem imagina que as eleições 2020 já foram concluídas. A Justiça Eleitoral, através dos TRE’s e do TSE, ainda, pasmem, precisam julgar prefeitos eleitos pelo povo, mas que estão “sub judice”.

Nesta quinta-feira (03), o Tribunal Superior Eleitoral começou a julgar candidaturas vitoriosas nas urnas, mas que concorreram, equivocadamente, no pleito eleitoral com pendências.

Somente no primeiro dia de julgamento, foram quatro casos analisados e pelo menos em um, no município de Bom Jesus de Goiás, os ministros do TSE já decidiram por nova eleição, que deverá ser realizada no ano que vem, pois votaram pela inelegibilidade do prefeito eleito Aldair Henrique da Silva.

Pelo levantamento inicial, são cerca de 96 prefeitos que estão nesta situação. Ou seja, venceram nas urnas, mas estão “sub judice”.

Nesta semana no Maranhão, o Tribunal Regional Eleitoral também aprontou das suas. Depois de quase 20 dias do resultado das urnas, os juizes eleitorais decidiram indeferir a candidatura do prefeito eleito de Milagres do Maranhão, José Augusto, alegando que o mesmo teve contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas do Maranhão. Com isso, deveremos ter novas eleições na cidade em 2021.

Essas situações são vergonhosas para a Justiça Eleitoral, um verdadeiro desrespeito ao eleitor, que em plena pandemia saiu de casa para votar, correndo o risco de ser contaminado e até morrer, mas o pior de tudo foi que o eleitor fez esse esforço sem saber que o seu voto não teve validade alguma, pelo fato da Justiça Eleitoral não ter julgado em tempo hábil os registros de todas as candidaturas.

Chega a ser impressionante a incapacidade da Justiça Eleitoral de conseguir julgar todas as candidaturas, para que aqueles que disputem a eleição, sejam exatamente os que poderiam efetivamente ser votados pelo eleitor.

Ou seja, quem vai decidir a eleição em quase 100 municípios brasileiros será a Justiça Eleitoral e não o eleitor.

Uma verdadeira brincadeira sem graça e onerosa aos cofres públicos, afinal serão novas eleições em vários municípios, com o eleitor custeando mais uma vez o pleito eleitoral e novamente sendo obrigado a ir votar.

Depois querem atribuir, exclusivamente, a classe política o aumento na abstenção nas eleições, mas situações deste tipo além de não contribuir com a democracia, ainda desestimulam o eleitor a sair de casa para votar.

Uma vergonha…

Fonte: Jorge Aragão

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