CABO CAMPOS DENUNCIA MAUS TRATOS A MILITARES E SE REVOLTA COM COLEGAS DEPUTADOS

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Cabo Campos, deputado estadual

Nesta segunda-feira (16), o deputado estadual Cabo Campos (PPS) foi a Tribuna denunciar maus tratos a alguns policiais militares. Segundo o parlamentar, esse descaso do comando da Polícia Militar do Maranhão levou o Soldado Jomar a morte, vítima de calazar.
“O Soldado Jomar foi vítima da doença chamada alcoolismo, devido a essa profissão extremamente estressante, que é a de policial militar. Sem a valorização profissional que esse militar precisava e a pressão sofrida dentro dos Quartéis, ele preferiu “arribar”. Ele não foi mais para o serviço, cometendo assim um crime de deserção. E nessa deserção, já estava aí pelas ruas perambulando, catando, inclusive até lixo. Por incentivo da família, ele se apresentou no quartel, e teria que cumprir a pena de 60 dias que é o crime de deserção. Só que Jomar, dentro ou fora da cadeia, contraiu calazar, e não teve um atendimento médico adequado e veio a óbito”, afirmou.

Já no fim do seu discurso, Cabo Campos percebeu que poucos colegas prestavam atenção no que ele dizia, pois existiam, como de costume, muitas conversas paralelas, e se revoltou com os deputados presentes.
“Estou falando aqui sobre a situação de uma morte de um militar e os deputados estão cagando e andando para os militares”, finalizou o seu discurso.

Depois de ter sido acalmado por alguns deputados, Cabo Campos retornou a Tribuna para retirar o termo utilizado, mas reafirmou a denúncia de maus tratos que o Soldado Jomar foi vítima e reclamou novamente da postura de alguns colegas deputados.
“Eu sei do cuidado, do trato que tem com o cavalo e que tem com o cachorro, com o cão, mas não estão dando o mesma tratamento ao policial militar. E talvez por ser policial militar e ter trabalhado com o soldado Jomar, tenha me excedido aqui. Eu espero que amanhã na próxima Sessão tenhamos, neste Parlamento, pelo menos o desejo e a intenção de prestar atenção naquilo que o outro fala. Porque não morreu um cachorro, não morreu cavalo, morreu foi um policial militar”, encerrou.
Além da crítica justa a desatenção no parlamento, infelizmente algo corriqueiro nos parlamentos, a denúncia de maus tratos do deputado é grave e precisa ser apurada pelo Governo Flávio Dino.

Fonte: Jorge Aragão

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