O MARANHÃO É O ESTADO COM MENOR EXPECTATIVA DE VIDA DA FEDERAÇÃO

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O retrato da pobreza, foto tirada no município de Satubinha-ma

O Maranhão é o estado do país, em que há a menor expectativa de vida ao nascer para ambos os sexos. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (2) pelo IBGE e mostra as mudanças nos níveis e padrões de mortalidade no período de 30 anos.

Os registros mostram que tanto homens como mulheres tem uma expectativa de até 68,69 anos no Maranhão, o que faz do estado o último da lista no índice de esperança de vida.

Os dados foram divulgados pelo IBGE através da publicação “Tábuas de Mortalidade por Sexo e Idade –Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação – 2010″, que traz comparações de indicadores de 1980, apresentando um panorama das mudanças nos níveis e padrões de mortalidade no período de 30 anos. A expectativa de vida das maranhenses é a menor do país, que é de 72,77 anos. Antes de o estado atingir essa posição, o menor indicie era de Alagoas que ocupava a primeira posição em 1980, com 55,69 anos, mas em 2010 passou para 69,20 anos. A mudança na esperança de vida ao nascer se deu principalmente devido ao aumento de 15,13 anos na expectativa de vida das mulheres alagoanas que passou de 58,84 para 73,97 anos. Já, a expectativa de vida masculina em 2010 apresentou os registros mais baixos entre os estado da Federação com 64,60 o mesmo indicie de 1980.
Em contrapartida a região Nordeste que tinha a esperança de vida ao nascer mais baixa do país em 1989 com 58,25, teve nos últimos 30 anos um incremento de 12,95 anos, o que garantiu que em 2010 a região chegasse a uma expectativa de 71,20 anos, esses registros fizeram com que o Norte ficasse para traz com um aumento de 10,62 anos.

Todas as regiões do país foram analisadas, não só no que diz respeito a expectativa de vida mas também nos indicies de mortalidade infantil. Entre as regiões o Nordeste teve destaque por manter a maior taxa de mortalidade infantil, mesmo registrando a maior queda entre 1980 com 97,1 mortos para cada mil nascidos vivos e em 2010 com 23,0, redução significativa, mas se comparada as demais localidades é ainda motivo de preocupação para as autoridades.

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