POR JACINTO JÚNIOR: A “BATALHA DE CODÓ”

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Jacinto Júnior

Perspectivas e horizontes promissores… aonde?
Essa talvez seja a mais inquietante interrogação que o codoense deve está fazendo a si mesmo quando a questão é a sucessão municipal.
Alguns pontos precisam ser reposicionados para que seja possível ‘desanuviar’ a percepção do eleitor comum que, de uma forma ou de outra, procura saber em que ”pé” se encontra a conjuntura política e os prováveis candidatos em 2016.
Neste sentido, esboçarei uma opinião buscando indicar as prováveis movimentações em torno dos nomes que hoje se colocam como pré-candidatos ao pleito de 2016.
Primeiro ponto que enxergo como necessário para originar uma discussão mais acalorada e rica do ponto de vista político é a construção de um programa mínimo de governo – diga-se de passagem, que, historicamente, os candidatos que se lançam ao cargo majoritário sequer sabem por que estão candidatos – a ser implementado se vier a vencer o pleito eleitoral;
Segundo ponto que avalio é a questão das alianças táticas e pontuais. Neste espectro o quesito ético não faz parte da discussão e nem poderia, pois, ocaráter tipificado hoje é“abrangente”, “elástico” em que cabem todos – do ponto de vista político, vide o caso do PT em 2002 e as traumáticas consequências hoje – e o resultado é uma completa miscelânea ideológica; isto é, não há uma diretriz coerente entre o consenso estabelecido entre os partidos e suas lideranças; ocorre, na verdade, apenas um discurso “solto” e sem “nexo” dianteda realidade, onde a conjunção das forças políticas falam individualmente, como se cada um estivesse apresentando sua própria ideia e não ao do candidato apoiado;
Terceiro ponto que mexe com a sociedade é a famosa pesquisa eleitoral. Tal instrumento sempre é recomendado por uma facção que, por sua vez, deseja que o resultado seja favorável a si mesma – e há casos em que, realmente ocorrem distorções da preferencia eleitoral provocando assim, uma completa confusão no eleitorado comum. Além disso, temos outro elemento crucial que, se bem estruturado pode gerar, beneficiar o oponente: a informação maquiada. Vide o caso recente das eleições de 2014 em que a Revista Veja oportunisticamente veiculou antecipadamente a manchete acusando o PT de ter cometido atos ilegais e, com isso, gerar na opinião pública uma revolta e indignação votando contra a candidata Dilma, favorecendo, assim, o candidato da oposição Aécio Neves (Aécio-porto-pó-aguardente), mas tal ardil não deu certo, felizmente!Portanto, particularmente, entendo que a pesquisa eleitoral não está mais cumprindo com seu papel fundamental: demonstrar a verdadeira intenção do eleitor, mas, sim, distorcendo os fatos para inverter uma determinada situação perdida. Esse jogo é muito perigoso, pois implica a ética do grupo e, também, dos candidatos.
Quarto ponto que compreendo como elementar nesse contexto político é a capacidade de discernimento da sociedade civil organizada, dos movimentos populares, sociais e outros, de se articularem ese posicionarem politicamente defendendo aquele candidato que se apresenta com uma identidade e uma alternativa política verdadeiramente democrática.
Quinto ponto que considero indispensável é o combate à corrupção desenfreada que se alastrou em nosso país e que tem tomado dimensões extraordinárias, comprometendo políticos, empresários, dirigente de estatais e empreiteiras. Temos consciência de que essa prática cultural não é recente; ela se manifestou desde os tempos do Império. A corrupção quando alimentada causa um estrago intenso e, ao mesmo tempo, gera uma sociedade semelhante e incapaz de negá-la. A tendência é fortalecê-la e considera-la um fato natural e comum. Contudo, não podemos aceitar esse quadro vergonhoso e ilícito! O setor público tem sido vitima constante de prática dessa natureza e por que será que só ocorre no setor público? O setor privado não ocorre corrupção? Mas o ponto aqui é esclarecer o que representa de prejuízo para sociedade a condução de um homem que já tenha sido acusado de cometer esse ilícito a dirigir uma administração pública. A comunidade deve rejeitar friamente esse comportamento nojento. Dizer não!
Portanto, caberá aos filhos deste torrão manifestar sua indignação com tudo aquilo que preconiza e fortalece a cultura vergonhosa do “é dando que se recebe”. O verdadeiro mote da política se assenta na proposição e engajamento de homens com uma biografia marcada pela coerência, compromisso, ética e, sobretudo, honestidade. Sabemos o quanto é raro encontrarmos um só homem com esse perfil ideal, contudo, ele existe, basta observar sua história, sua vida pregressa e sua ideologia. A sociedade civil precisa também ser coerente e tomar uma firme decisão de eleger os homens com o perfil descrito acima e, não aceitar o jogo sujo daqueles que cultuam a lastima da corrupção. A corrupção só será banida do campo político quando a sociedade civil rejeitar e negar reconduzir aqueles políticos que já são condenados pela justiça e que estão sob a penalidade da Lei da Ficha Limpa. Agindo com essa decisão em pouco tempo a corrupção sofrerá um golpe fatal e será definitivamente banida do interior da política. Isso é o que esperamos! E a força motriz para que de fato, tal realidade seja materializada basta a sociedade civil renegar os políticos desonestos.
Codó precisa mostrar sua rejeição por políticos desonestos, elegendo novas lideranças. 2016 se avizinha e será o primeiro teste para a sociedade demonstra sua aversão e ojeriza àqueles que tentam subverter a ordem com a prática lesiva da corrupção ativa/passiva.
Será que não existe um único homem público em nossa cidade com uma natureza social irrepreensível? Sensível e suficientemente corajoso para enfrentar os poderosos e credenciar-se a uma disputa carregando consigo apenas sua história como referencial e ser capaz de convencer a sociedade de suas intenções sinceras? E a sociedade, por que não lhes dá uma oportunidade? E fundamental alinhar um posicionamento que se contrapunha ao tradicionalismo.
Codó será ainda uma cidade do povo para o povo e com o povo tendo à frente da gestão esse homem destemido e corajoso para realizar uma administração à altura de nosso tempo, promovendo uma gestão democrática, popular e desenvolvida. Esse homem vai surgir e ganhará a confiança dos de “baixo” e governará para estes e não para as minorias privilegiadas.
A sociedade pede o fim da capitulação, da manipulação e da corrupção nefasta. Mas, essa mesma sociedade necessita reagir combatendo os velhos costumes e práticas que deixam um lastro de desgraça e vergonha para todos nós, ou seja, alguns politiqueiros salafrários são capazes de tudo para vencer as eleições e, ainda, têm a ousadia de ameaçar todo aquele que lhe faz algum tipo de crítica. Felizmente, esse modelo está fracassando. O povo aos poucos começa a renovar suas esperanças e decidem optar por uma nova liderança que constrói que tem conteúdo, que expressa sua filosofia e que tem um discurso diferente conectado aos seus anseios históricos. O povo é na verdade, a montanha intransponível quando decide um rumo e o persegue superando todos os obstáculos e arestas que se lhe apresentam. Dito de outro modo, quando a comunidade toma em suas mãos o seu próprio destino, nada lhe faz mudar e isso, é o indicativo de que quer uma forte mudança no modo de se fazer a política com ética e princípios.
Acredito no porvir como o sol se abre no alvorecer de um novo dia! E, mais do que isso, acredito no poder popular como a força motriz decisória para um caminho renovado, sustentado pela democracia e pela ética política.
A grande batalha a ser travada por Codó será na perspectiva da transformação do sujeito alienado, em sujeito crítico-dialético sabendo o que quer e de que forma fazer essa mudança fundamental. Portanto, a construção dos alicerces da democracia popular será erigida a partir desses sujeitos históricos conscientemente preparados para realizar sua tarefa gloriosa de instituir uma nova alegoria política espelhada na transparência e na participação social.

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