POR JACINTO JÚNIOR: A CARTA-CORINGA. LULA PARA A CHANCELARIA DAS RELAÇÕES EXTERIORES

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Jacinto Júnior

A elite branca nacional esgotou seu arsenal manipulatório e, agora, se vê obrigada a proteger o país das mãos de lunáticos intempestivos como Eduardo Cunha (PMDB) e de Renan Calheiros (PMDB). A crise institucional tem de fato, uma pincelada internacional – basta olharmos a Europa, especialmente, a Grécia de Tsipras. O fenômeno globalização já não é mais tratado como uma contaminação festiva e sadia. Se, assim, o fosse não despedaçaria nações inteiras e, menos ainda, não produziria um contingente de miseráveis e indigentes; tudo isso, em nome da especulação e da extorsão originária das elevadas taxas de juros interno e externos comprometendo a capacidade de investimento dos países em infraestrutura e desenvolvimento; além de pressionar o preço das commoditiesnas Bolsas de Valores assegurando-lhes uma acumulação de capital extremamente significativa nas mãos de poucos.
A mídia conservadora (televisiva e impressa) já percebeu que a tática da mentira não consegue mais filtrar sua influência por sobre as massas populares, afinal, ela é por natureza a base do governo Lula-Dilma. O reflexo disso foram as duas mobilizações realizadas: as jornadas de julho (2013) e as de maio (2015) e, agora, outra a ser realizada no dia 16 de agosto pelo empeachment da Presidente Dilma. Diga-se de passagem, será novamente um fiasco! Essa não é uma contestação pela base e, sim, pela cobertura aveludada que sempre condenou todo tipo de resistência.
Essa ‘galerinha’ Revoltados Online e MBL, já deram sua contribuição para que o país ingressasse na fase da superação ideológica conservadora. Agora, é outra fase, a da restituição do Brasil ante a violenta crise cíclica que provocou o debacle de países desenvolvidos da intocável Europa e que tenta contaminar a base econômica brasileira. Mas o povo brasileiro é forte. Suportará mais uma crise do capital internacional com dignidade. E o nosso governo será posto nos trilhos da reestruturação econômica.
Há uma articulação no Planalto Central para redefinir os ministérios (uma minirreforma) e um dos nomes mais cotados para assumir a chancelaria das Relações Exteriores é nada mais nada menos do que Lula, o mais importante presidente de toda a história moderno-contemporânea que o Brasil já tivera.
Qual a vantagem de Lula em se tornar Ministro das Relações Exteriores nesse momento? É muito simples: Lula é hoje o Chefe de Estado mais influente, respeitado e admirado no mundo. Certamente, desempenhará um importante papel para recolocaro Brasil no centro das decisões e, quem sabe, promover a superação dessa turbulência (‘marola’, como ele próprio havia dito em 2010, quando a mídia tentou especular a desestabilização de seu 2º mandato). Alguns antilulupetistas adoram chama-lo de “molusco”, ou, como o próprio Presidente do STF e responsável pela Operação Lava Jato, Moro, o apelida de ‘nine’ dedos. Isso demonstra um profundo ódio a um sujeito segundo a classe dominante “analfabeto”, “retirante nordestino”, “pobre” e “desengonçado” sem capacidade para gerenciar o Estado, contudo, ele superou todos os preconceitos disseminados pela elite branca e galgou o mais importante posto do país realizando uma revolução silenciosa reconhecida mundialmente.
Pode a elite branca conservadora espumar, esbravejar, espernear e destilar seu ódio de classe, mas, jamais conseguirá retirar do imaginário popular a força, a grandeza, compromisso e a importância que Lula representa enquanto figura pública defensora dos menos favorecidos. Ele é e sempre será o defensor dos oprimidos, e o opressor sempre manterá aceso seu ódio contra ele, mas isso não basta para desestimular sua paixão pelo seu povo e pelo Brasil!
Lula chega num momento exato para retirar todas as fendas expostas e todas as arestas impertinentes. Como exímio articulador e extremamente colado aos fatos, fará deste momento de crise um momento de harmonia e de vicissitudes. Lula (o ‘molusco’, o ‘nine’ dedos) é a perspectiva viva de um processo que modificou a cultura mundial sobre o Brasil no que tange às políticas bilaterais e de solidariedade. Lula desempenhou papel fundamental em questões internacionais (crises endógenas históricas). Lula saberá como ministro conduzirde maneira equilibrada os diálogos com as diversas potências mundiais e restabelecerá a devida confiança em nosso país – até porque, foi corajoso para ampliar a zona de influencia do Brasil,deslocando-o do eixo unilateral imposto pelos EUA (quem não se lembra da ALCA?), para além do Sul-Sul, indo para o Leste, Ásia, África e Europa. Por conta disso, temos resultados altamente positivos como a criação do Banco Bric’s com um aporte de U$ 100.000.000.000,00 para contribuir com o desenvolvimento dos países menos desenvolvidos e, livrando-os das amarras do receituário neoliberal e dos famosos ajustes e equilíbrios fiscais com astronômicas taxas de juros, redução de empregos e recessão.
Lula a carta-coringa de Dilma para suplantar a crise interna e restabelecer a unidade nacional e internacional. Que seja bem-vindo para essa missão tão espinhosa. O Brasil e o mundo agradecem!

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