POR JACINTO JÚNIOR: ALIANÇAS HEGEMÔNICAS TRADICIONAIS SÃO ALTERNATIVAS DE MUDANÇAS?

10409316_323367891153364_2796547353627660123_n

Jacinto Júnior

Na escalada para conquistar o poder político as frações organizadas se movimentam com o intuito de seguir sua filosofia: a de permanecer uma fração hegemônica. No atual contexto – a união quase impensada entre duas vertentes políticas tradicionais – Ricardo e Binése agrupam numa só convergência: enfrentar a candidatura do grupo emergente imperial, o “garoto virtual”. Essa é a principal tese que me fora exposta por um íntimo conselheiro de Ricardo Archer. Segundo sua opinião ‘é preciso uma frente política capaz de enfrentar o candidato do homem “lá de cima”, “do alto”. Gostaria nesse interim de fazer uma breve avaliação sobre a possível repercussão que causara na opinião pública a aliança tática entre Ricardo Archer e Biné Figueiredo. Ater-me-ei apenas ao aspecto formalizado no dia 26 de setembro de 2015, união selada no Parlamento Municipal.
Partindo da premissa principal de que a união é uma estratégia fundamental na política, é preciso, por um lado, verificar que tipo de aliança está sendo formalizada e seus interesses específicos e gerais. São dois momentos distintos. O primeiro trata da capacidade de cada grupo demonstrar sua força social – os simpatizantes, as lideranças de várias entidades e etc. que são fieis defensores desse ideário político. O segundo é mais complexo e difícil para ser consolidado por conta de vários entraves, entre eles:
I. a tentativa de estabelecer um consenso sobre o nome que vai ser o principal representante dessa nova força política construída;
II. o aspecto econômico que é prevalente no interior da classe dominante para realizar as eleições – quem vai ser o principal financiador?
III. Confiança-desconfiando, o ethos que não tem sustentação numa aliança circunstancial e momentânea;
IV. A luta pela ampliação da aliança com a aglutinação de outras correntes políticas – o famoso acordão.

Diante disso, a ideia central do alinhamento político entre as frações antagônicas é permanecer unida até o final do processo a ser desbravado: as eleições. Agora, após o processo eleitoral só o futuro dirá como se comportarão esse agrupamento que tende a se chamar de novo, com uma proposta de mudança e etc.; preliminarmente, podemos supor que nessa união esteja embutida a proposta para 2018 – deputados estadual e federal – a famosa dobradinha. Se, isso, já estar definido como uma aposta feita, então, esse agrupamento quer se reintegrar (recompor-se) como uma unidade hegemônica por um longo período, contudo, é bom frisar que o reacionário Biné Figueiredo é um colecionador de derrotas (duas eleições para prefeito e uma para deputado estadual), já Ricardo Archer numa aliança com o atual gestor não conseguiu emplacar o seu candidato (apesar de muito esforço) ficando na suplência mais uma vez. De todo, tem conseguido se manter com uma boa posição politicamente, afinal, tem o outro filho, (Guilherme Archer) como atual vice-prefeito.

Avaliar essa aliança é apostar no retrocesso e no atraso que pontua a velha raposa Biné Figueiredo. Creio que esse ardil não se frutificará! Biné é uma inconsequência política detonadora. Arrasa tudo aquilo que pode ser absolutamente certo e bonito. Ou seja, Biné é a síntese de todo processo que resultará na concepção de um modelo esquálido como a expressiva figura de Frankstein!
Codó já não sente saudade da violência, da opressão à cidadania, à dignidade do homem simples (por exemplo, o vendedor de milho na frente da Estação Ferroviária!). O momento histórico exige uma singular reformulação ampliada (o aprofundamento) da democracia consolidada, do desenvolvimento implementado e do respeito à liberdade plena. Esses novos ventos que agora estão sendo postos pelos lideres já não tem substancialmente nenhuma influencia sobre o inconsciente popular por tratar de questões já superadas. É possível verificar o conteúdo “imutável” do discurso proferido pela velha raposa política Biné em garantir ao povo ‘pobre’ a prática do assistencialismo em parceria com a ADRA. Essa visão míope não cabe mais numa sociedade que quer sua independência e desabrochar para uma percepção reformista.
A tentativa – da fração política que quer ser hegemônica –de ‘encantar’ e de ‘impulsionar’ o espírito saudosista de um período marcado pelo terror, atraso e opressão, não ganhou e nem conseguiu sensibilizar a militância como desejou os seus principais lideres. O reconhecimento desse sentimento pôde ser notado pelos lideres quando decidiram realizar opropalado evento no resumido espaço conhecido como a Casa do Povo – o Parlamento Municipal – que, no máximo, deve comportar 350 pessoas.
O fator primordial a ser avaliado é a impressão popular sobre esse gesto tão característico no campo político: a união entre as frações políticas, incluindo-se ai as antagônicas históricas.
Sobre esse aspecto, o blog do de Sápostou uma enquete aludindo sobre essa união, com a seguinte chamada: “Sobre a união de Ricardo Archer e Biné Figueiredo, o que você achou? Dê sua opinião aqui nesta enquete – 05/10/2015, 04:30. Parcialmente, verifiquei o seguinte resultado, onde haviam votados 67 pessoas:
BOM: 24%;
RUIM: 1%;
NÃO FAZ DIFERENÇA: 52%;
PÉSSIMA: 22%.
Tal resultado preliminar já responde ao desejo de saber qual a opinião popular sobre a inesperada e surpreendente aliança política entre dois grupos antagônicos que se desarmaram e optaram por uma nova estratégia política: “a luta pelo bem de Codó”.

4 comentários em: “POR JACINTO JÚNIOR: ALIANÇAS HEGEMÔNICAS TRADICIONAIS SÃO ALTERNATIVAS DE MUDANÇAS?

  1. Do Blog do FP

    Demorou, mas os esqueletos começaram a sair do armário. O Tribunal de contas do estado – TCE – julgou irregulares, na sessão de 2 de outubro, diversas prestações de contas do primeiro ano da gestão Zito Rolim, no já distante 2009. São despesas milionárias que deixaram de ser comprovadas. O dinheiro foi gasto e não foi mostrado seu verdadeiro uso.

    Agora, compreende-se o motivo de tanta relutância por parte de Zito, em prestar contas de seus gastos. As condenações ocorrerão em diversos processos. Neste post vamos nos ater a apenas dois. O primeiro, da Secretaria de Ação Social comandada pela filha de Zito, Cinthya Torres Rolim. O outro, da Secretaria de Educação, na época, dirigida pelo professor Jacinto Pereira Sousa Júnior.

    No Processo nº 2656/2010-TCE/MA o Tribunal julgou irregulares as contas de Cinthya Rolim, em razão de “atos de gestão ilegal, ilegítimos ou antieconômicos”. Resultado de “infrações às normas legais e regulamentares de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial”, causando dano ao erário.

    Em um dos casos, houve ausência de publicação do edital da licitação em jornal de grande circulação e no Diário Oficial do Estado do Maranhão. A prefeitura realizou compras através de licitações feitas na calada da noite, entre quatro paredes. Sem o conhecimento de nenhum interessado ou concorrente. Nestes casos clássicos de irregularidade, ganha quem o prefeito quiser. É um jogo de cartas marcadas. Neste processo, a filha do prefeito Zito Rolim vai ter que pagar multas que somam R$ 144.786,00.

    Já no Processo nº 2657/2010-TCE/MA, o Tribunal julgou que o professor Jacinto Pereira Sousa Júnior praticou “infrações às normas legais e regulamentares de natureza contábil, financeira e orçamentária”. Ele foi condenado ao pagamento de R$ 299.272,74 em multas.

    Naquele ano, houve o caso de irregularidades no procedimento de Dispensa n.º 025/2009, para aquisição de gênero alimentício. As provas deste processo mostram que a prefeitura comprou R$ 189.884,00 em merenda sem fazer a licitação. A prefeitura escolheu o fornecedor que quis e ainda deu o adiantamento que desejava. Os pagamentos foram realizados também através de notas fiscais sem Autenticação. Esta suposta compra de merenda escolar teve como fornecedor uma empresa de nome Diplomata Distribuidora. O pagamento se deu através três notas: a primeira no valor de R$ 66.260,60, a segunda com o montante de R$ 43.410,00 e a terceira no valor de R$ 80.214,30.

    Estes são apenas dois dos processos onde os ordenadores de despesas da gestão Zito – leia-se secretários municipais – foram condenados recentemente. Existem outros, e outros ainda virão. Quem pensava que o doce sonho de pintar e bordar com o dinheiro público terminaria em pizza, pode ir tirando o cavalinho da chuva. Mas chega a dar pena. Pois em alguns destes casos, papagaio come milho e o pobre do periquito é quem leva a fama, e a multa.

    E AGORA, JACINTO?? TUA CASA CAIU!!

  2. Ja- sinto saudade de sua administração frente a educação em Codó. lembra da Globo,das escolas e etc ? Mas povo que ” votou ” na enquete do DE SA foi direcionada ? Ou o POVO pobre que nem telefone celular sabe USAR ou comprar e nem computador tem em sua casa SABIA da existencia da TAL enquete. Mas vamos là. Gostaria que o BLOG ou s BLOG CONTRATASSE UM INSTITUTO DE PESQUISA para fazer uma pesquisa de VERGONHA sem o direcionamento para CIMA,para o meio o para o campo de futebol do exercito(proximo a Camara ). E deixasse o ” POVO ” escolher hoje que poderá ser o futuro prefeito em 2016 de Codó. Biné + Ricardo, F Nagib + Pedro Belo, Francisco do SAAE + Joao dos Plastico,pois sã essas as prováveis candidaturas em 2016. Mas pode ainda UM MEDICO se tiver coragem SAIR candidato pelo PT a prefeito e AÍ a cobra vai fumar,pois o mesmo conhece as articulação de cima e de baixo.

    1. Jacinto é um espectro de si mesmo. Já o vinha “alertando” há muito tempo sobre os problemas que teria por causa dos……vamos chamar de quê mesmo? Desvios, desmandos? Ou vai se dizer vítima do “sistema capitalista burguês”? Seus argumentos precisam agora ser bem melhores que aquelas baboseiras que apregoava. La mason tombé ! Ou seja, a casa caiu!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *