POR JACINTO JÚNIOR: O CUSTO DE UMA PSEUDOLIDERANÇA CONSERVADORA-NEOLIBERAL

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Jacinto Júnior

A extrema-direita codoense se movimentando a todo custo emplacar o nome do ingênuo garoto virtual ao cargo majoritário em 2016. E, para isso, vai mesmo até ao extremo ideológico para garantir uma boa impressão, a partir de uma mudança de legenda. A chamada do jornalista Acélio Trindade publicada em seu blog com o título: “Com a benção da alta cúpula Francisco Nagib é o novo líder do PDT em Codó”, reforça sem nenhum contraponto minha tese exposta em outros textos, sobre a forma, o método, a conduta e, principalmente, a tática de como se movem os elementos do campo conservador que pretendemalçar a política de forma abreviada. Não errei quando disse que o surgimento de alguma figura pública oriunda da elite branca conservadora se caracterizaria por processos tradicionais mesmo que isso envolva setores importantes da esquerda maranhense. Realmente, é necessária a benção paroquial dos dirigentes pedetistas para gerar um fato político à extrema-direita codoense.
O texto apresentado pelo blog do Acélio é uma mera cópia do texto mostrado pelo blog Correio Codoense com algumas considerações, porém, o cerne elementar é o mesmo, a finalidade é a mesma: fazer divulgação do nome do ‘filhote do capitalista selvagem’ como pré-candidato a prefeito em 2016. E aí vale-tudo, inclusive, realizar o processo de mimetização e fingir ser do lado do bem para arregimentar simpatia popular e, assim, facilitar a inserção conservadora no meio da classe trabalhadora como uma alternativa viável!
Diante desse fato extraordinário e inusitado desejo fazer algumas abordagens que entendo ser necessárias para a comunidade codoense possa digerir essa mudança espetacular do ‘filhote do capitalista selvagem’ de uma legenda conservadora (PR) para outra de esquerda (PDT).
1. A princípio tal mudança causa-nos estranhamento, pois, o normal seria para outra legenda de mesmo teor ideológico e pensamento conservador, afinal, ele é um membro da elite branca conservadora.
2. Em que realmente altera essa mudança tática de partido, sobre a sua disposição em concorrer ao cargo majoritário? Data vênia, quem não se recorda do processo eleitoral de 2012, quando o ‘filhote do capitalista selvagem’ – naquele período apresentei um texto criticando a campanha virtual do grupo da extrema-direita de que transformaria Codó numa Sobral e, foi ali, que empreguei o codinome “garoto infantil virtual” ao recém-filiado representante da elite branca conservadora codoense – trouxe a filha do Lula para encerrar sua campanha e, até mesmo utilizou um VT com a fala do ex-presidente Lula pedindo voto a ele, e, naquela oportunidade, escrevi um texto explicando a conjuntura política e de que nem mesmo o discurso de Lula naquele momento, em defesa do ‘filhote do capitalista selvagem’ não modificaria a tendência popular e a minha previsão se concretizou. A troika da extrema-direita pressupõe que haverá uma clara identificação popular pelo fato de ser agora, membro do PDT? O ponto elementar dessa postura assumida pelo ‘filhote do capitalista selvagem’ na perspectiva de sensibilizar o eleitorado do campo progressista vai inverter a lógica política em seu favor? Sei que ainda haverá muita movimentação até às vésperas das Convenções e, certamente, uma significativa alteração na composição das frentes, das coligações e das alianças pontuais. Contudo, mesmo que a extrema-direita conservadora empreenda um esforço político ‘sobrenatural’ para arregimentar o maior número possível de aliados, tenho plena convicção de que não surgirá um efeito “onda vermelha” –pois, agora, o membro da elite branca conservadora pertence a um partido de esquerda – capaz de ser traduzida em votos suficientes para conduzir o ingênuo ‘filhote do capitalista selvagem’ ao Executivo e, assim, esbravejar que valeu a pena o esforço descomunal para conquistar o poder político local.
3. Reitero, contundentemente,sobre o grande e iminente perigo político que representa a facção política da extrema-direita chegar ao poder e estabelecer seu projeto de dominação de classe. Temos claramente a experiência privada desse grupo extremista e seus terríveis descalabros atingindo os oprimidos trabalhadores.
4. Codó é uma cidade que carece de um líder político que pense numa perspectiva producente e não improducente, que alargue o processo de desenvolvimento social e político e não implante uma ditadura predominantemente ‘familiar’ – já tivemos experiência dessa natureza recentemente e ela nos denunciou que não é saudável seu cultivo -; que indique os instrumentos para ampliar as conquistas sociais e não a coerção, a intimidação e o terrorismo psicológico. Codó deve palmilhar sua grandeza de forma autônoma, libertária, sem ‘choques de gestão miraculosa’ pretendida pela extrema-direita codoense. O vértice nodal da transformação que anela a população codoense se expressa pela capacidade de realização dos agentes públicos com compromisso singelos e sem fanfarronices, sem bravatas, sem manipulações corriqueiras que nos enojam e nos envergonham sistematicamente.
5. A tônica de uma verdadeira gestão públicaequilibrada tem no modelo democrático e sustentável a sua estrutura fundamental para proporcionar a idealização real de uma sociedadeque quer ser livre, plena, grande, desenvolvida. A falta de uma concepção democrática de sociedade profundamente organizada engendra momentos de crise e, paralelamente, faz surgir persona non grata da elite branca dominante com poder econômico propondo-se ser a milagrosa transformação utópica que tanto espera a sociedade civil codoense.
O fato de a alta cúpula pedetista ‘abençoar’ o “filhote do capitalista selvagem” como uma de suas alternativas que pretendem sustentar com um vigoroso plano ‘salvador’; não implica necessariamente uma correspondência harmônica por parte da sociedade civil organizada e, muito menos, uma adesão acrítica, sem resistência da classe trabalhadora codoense a esse fetiche político reificado, vendido como uma mercadoria encantadora e aceita unanimemente na comunidade, encarnando elementos estratégicos como: transformação, revitalização, esperança, mudança e renovação. Essa concepção tática discursiva não representa efetivamente os mesmos interesses históricos da classe trabalhadora codoense, afinal, uma representação política pertencente a uma elite branca nunca vai ser uma porta a serviço dessa mesma classe trabalhadora, mas, ao contrário, emergirá uma política de benesses aos seus asseclas e bajuladores e aos membros de classe objetivando a manutenção do controle das maiorias.
Na verdade, a representação política na figura do ‘filhote do capitalista selvagem’ sinaliza apenas o desejo incontido do grupelho em apropriar-se doaparelho de estado local (prefeitura) não com o fito de implantar um projeto político de grande repercussão social e que contemple a mudança substancial ansiada pela comunidade codoense. Essa representação política – candidatura do grupo da extrema-direita – não será a esperança que alguns defensores costumam replicar como verdade inconteste. A elite gosta apenas de pompa e de poder, mas, trabalhar pela melhoria das condições de vida da classe trabalhadora, isso cria estafa no seio da classe dominante e, como consequência disso, os serviços públicos perdem em qualidade, eficiência e eficácia.
Esta primeira abordagem sobre a movimentação do grupelho da extrema-direita conservadora que apresenta o “filhote do capitalista selvagem” como a futura alternativa para nossa cidade, pressupõe uma crítica com a finalidade de alertar a comunidade codoense do perigo iminente que essa facção política representará para a classe trabalhadora e a cidade. É fundamental que haja uma forte articulação por parte dos movimentos sociais, sindicais e populares para discutirem com responsabilidade essa candidatura – objeto desse texto – e as demais que surgirão, além, é claro, de avaliar o momento político atual e sua conjectura para o amanhã! Nunca é tarde para remediar um erro, basta corrigi-lo numa perspectiva autônoma; sem medo de cometer novo erro e, caso, o cometa, remediu-o imediatamente; a prática cotidiana é a única arma capaz de fornecer a verdadeira alternativa ao conjunto dos trabalhadores!

POR: Jacinto Júnior

2 comentários em: “POR JACINTO JÚNIOR: O CUSTO DE UMA PSEUDOLIDERANÇA CONSERVADORA-NEOLIBERAL

  1. GOSTARIA DE FAZER UM COMENTÁRIO SOBRE O PENSAMENTO DO PROF. JACINTO JUNIOR. NÃO O FAREI, POIS, TEMENDO O “”FUTURO””, ELE SEMPRE ESQUECEU O PASSADO E RELEGA O PRESENTE. DÁ-ME A OPORTUNIDADE DE CONHECER OS TEUS PENSAMENTOS SOBRE O GOVERNO DO JOSÉ ROLIM FILHO. TENS MAIS CONHECIMENTOS SOBRE O TEMA DO QUE PROPRIEDADES PARA FAZER PREVISÃO DO FUTURO. MAS, APROVEITO PARA DIZER-LHE, NÃO MENOSPREZE UM JOVEM CODOENSE CHAMANDO-O DE “”FILHOTE””. FILHOTE É REFERÊNCIA PARA ANIMAIS IRRACIONAIS.

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