POR JACINTO JÚNIOR: O RISCO DO RETROCESSO PARAPLÉGICO DO PSBD

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Jacinto Júnior

A burguesia conservadora nacional está animada com a possibilidade de conduzir o garoto propaganda ‘pó’ e ‘aguardente’ ao Palácio da Alvorada para retomar o vertiginoso e vergonhoso ciclo da moenda neoliberal que arrastou a Europa à falência – em 1993/4, o México sofreu com essa ortodoxia econômica, apelidada de ‘efeito tequila’ – (uma verdadeira quebradeira dos estados nacionais). A falsa ideia contida no discurso conservador do garoto ‘pó’ e ‘aguardente’ cheira à traição. É tão ridículo que até a presente data ele não apresentou seu programa de governo à nação brasileira. Inclusive quando fora entrevistado no primeiro turno no Bom Dia Brasil por Miriam Leitão o deixou de ‘calças curtas’ afirmou que ele não havia apresentado o seu programa faltando uma semana para a realização das eleições. Ele, o garoto ‘pó’ e ‘aguardente’ apenas replicou que o seu programa estava sendo elaborado por uma
equipe de iluminados e irá atender as novas necessidades do povo brasileiro. Além de aspirador, pinguço é também, mentiroso. Na verdade, todos nós já temos a noção límpida do que simboliza a concepção original programática do PSDB: privatização e desregulamentação da economia.
A política macroeconômica brasileira segue seu curso natural, tolerando a ditadura do mercado especulativo e todo seu modismo fascista.
O Brasil sob a governança do PT reintroduziu na prática, o discurso dourado do neoliberalismo clássico: distribuição de renda e melhoria social dos historicamente excluídos. Basta olharmos as palavras de ordem erigidas pelos franceses em 1789. A concepção programática do PT tem gerado o ódio da burguesia nacional e internacional no modus faciend invertendo a lógica capitalista das políticas públicas beneficiando uma parcela considerável de extremamente pobres e pobres (em média, 46 milhões de brasileiros modificaram suas vidas numa década de governo petista). Posso até concordar que essa medida seja efetivamente um paliativo capitalista, contudo, em toda nossa história republicana de 192 anos, nenhum governante burguês ousou fazer tanto e tenha tido tanta disposição para incluir socialmente os despossuídos e ‘descamisados’ – como afirmara certa feita o ex-presidente impeachment Collor de Mello – numa condição melhor.
A nossa luta é para aprofundar as políticas já implemetadas caracterizadas numa nova concepção e num novo modus operandis moderno do fazer política com justiça social. As evidências das mudanças estruturais provocadas pela governança petista alterou radicalmente o comportamento brasileiro em relação às clássicas medidas tomadas pela política da ‘elite café com leite’ (Sul-Sudeste). Instaurou-se uma nova ruptura com base na coletividade e na ‘inversão de prioridades’.
A dissonante nota política elencada pelo garoto ‘pó’ e ‘aguardente’ não reflete a cultura ideológica do PSDB, muito menos o espírito da social-democracia (que hoje sofre um abalo sísmico inusitado em sua magnifica, portentosa e sólida economia) europeia, especialmente a França, Espanha, Portugal, Grécia.
De forma solícita conclamo ao povo brasileiro a permanecer serena e fielmente comprometido com o modelo engendrado pelo PT que resultou na soberania e autonomia de nossa nação ante os EUA, no respeito internacional resgatado, na promoção e redução significativa das desigualdades sociais, na garantia do pleno emprego formal ascendente, na valorização da política salarial dos trabalhadores, dos aposentados (lembrem-se de que, o príncipe dos sociólogos’ os enxovalhou, inclusive, chamando-os de ‘vagabundos’), no equilíbrio das relações diplomáticas e das políticas bilaterais mudando o foco para outros mercados menos saturados como a África do Sul, China, Índia, Rússia; a Cooperação e fortalecimento entre os Estados-nações do Continente Sul-sul.
Por fim, reafirmo que não podemos ‘atirar no escuro’, não podemos nos encantar com o mel oferecido com uma pitada de pimenta para ruminarmos lamentações posteriormente. O PSDB – repito – já governou por 8 anos (1994-2002) nossa nação e promoveu a maior quebradeira jamais vista na história e que hoje repercute em toda a Europa que decidira adotar também, a mesma medicação ortodoxa suicida.
O Brasil vai continuar avançar com novas ideias.
Não podemos mais mergulhar de ‘cabeça’ na insegurança e na incerteza e correndo o risco de entrarmos novamente no agonizante retrocesso paraplégico. Avante Brasil com Dilma, mulher de Coração Valente!

Por Jacinto Júnior

 

2 comentários em: “POR JACINTO JÚNIOR: O RISCO DO RETROCESSO PARAPLÉGICO DO PSBD

  1. TAMMY, SE VOCÊ NÃO TEM MEDO DO DESCONHECIDO, LEIA O TEXTO ABAIXO.
    11 de outubro de 2014 às 12:32
    OBSERVAÇÃO: O TEXTO ABAIXO NÃO É MEU, MAS MOSTRA QUE O PROF. JACINTO JÚNIOR ESTÁ COM A RAZÃO SOBRE O CANDIDATO DO PSDB. É tudo bandido.

    O que manteve os preços estabilizados, após o lançamento da nova moeda em 1º de julho de 1994, foi a concorrência desleal de produtos importados – essa foi a principal “âncora” do plano Real – não existiu qualquer âncora cambial, tal como sugerida por Keynes ou aplicada em diversas experiências. Não houve acomodação de preços, mas sim o deslocamento de produtos nacionais e a introdução de produtos importados no mercado doméstico brasileiro. O valor das importações de bens de consumo era, em 1993, US$ 3,2 bilhões; em 1998, alcançou US$ 10,8 bilhões – mais que triplicou!

    Dessa forma, os preços foram controlados e as pressões foram, dissolvidas pela exclusão de produtos domésticos do mercado brasileiro. Logo em seguida, para fazer crer que o que estava funcionando era a âncora cambial, foi permitida a concessão de crédito bancário em dólares – a operação era feita em real, mas era convertida de acordo com a taxa de câmbio do dia. Também a dívida pública interna foi, em boa parte, dolarizada para fazer crer que até o governo não aceitaria uma desvalorização.

    Embora vendessem a fantasia do câmbio fixo, o crucial para os economistas do PSDB, à época, não era se o câmbio estava congelado, mas sim se ele estava megavalorizado para ser combinado com uma estratégia de abertura comercial. As importações cresceram, o saldo negativo com o exterior aumentou e os preços foram estabilizados, mas com taxas de juros estratosféricas com o objetivo de atrair dólares para o país. Essas taxas de juros bancavam a avalanche de importações de bens de consumo. Em 1994, a taxa de juros Selic média foi superior a 70% ao ano; em 1995, superior a 54%. No período que vigorou o plano Real, entre 1º de julho de 1994 a meados de 1999 (quando foi implantado o regime de metas de inflação), a taxa de juros Selic média foi de 38% ao ano.

    Em 1998, a taxa de câmbio super-hiper-megavalorizada já não era mais suportável. Houve muitos debates internos entre economistas do PSDB e foi decidido pelo presidente-candidato à reeleição que a desvalorização somente ocorreria após as eleições de novembro. Vitorioso nas urnas com a promessa que não haveria desvalorização (veja a capa de O Globo de 31 de agosto de 1998: FH GARANTE QUE NÃO MEXE NOS JUROS NEM NO CÂMBIO). Mas em janeiro de 1999, FHC substituiu o presidente do Banco Central, que estava provavelmente entre aqueles que não queriam a desvalorização, e autorizou o desmonte da farsa eleitoral e econômica: o câmbio foi desvalorizado.

    Os céticos erraram novamente. Pensaram: “agora a coisa afunda”. Não percebiam que a âncora do Real era outra. Apesar da desvalorização ocorrida dentro de uma “banda diagonal transversa”, segundo os termos quase ininteligíveis do novo presidente do Banco Central, o dólar continuava muito barato.

    Esta foi a história do Plano Real. Entre 1999 e 2003/4 houve somente o aprofundamento dos fundamentos macroeconômicos ditados pelos economistas liberais do PSDB e pelo FMI. Os resultados dos anos de Plano Real foram dramáticos em termos de criação de empregos formais, de crescimento e concentração de renda.

    A “responsabilidade” fiscal apregoada (pelo FMI e os economistas do PSDB) foi transformada em elevação da carga tributária e da dívida líquida pública como proporção do PIB. Os resultados fiscais somente viriam a melhorar (e muito) com o crescimento econômico da era Lula – tal como sugeria o Plano Keynes. Cabe lembrar que a primeira fase do Real, anterior à suposta sincronização de preços e à estabilização da inflação, era a fase da busca do equilíbrio das contas públicas. Neste ponto talvez resida o maior desastre do plano Real. A dívida líquida do setor público em relação ao PIB, de 38,2% em 1993, saltou para 48,7% em 1999.

    A maior herança benigna do Plano Real foi a consciência antiinflacionária absorvida pela sociedade (para a qual o plano Cruzado também contribuiu). Sim, a inflação foi controlada, mas isso não isenta os organizadores e condutores do plano Real de seus graves equívocos. Por outras vias, mais aderentes ao plano Keynes, a inflação também teria sido debelada – é o que mostram inúmeras experiências. Não foi somente o Brasil que enfrentava um regime de alta inflação e não foi somente o Brasil que conseguiu superá-lo. Por exemplo, na Argentina, nos cinco primeiros anos pós-estabilização, a economia cresceu em média 7,8% ao ano – em seguida as orientações do FMI levaram a Argentina para uma crise profunda. Mas, no Brasil, o crescimento foi medíocre e, em decorrência, os custos sociais foram altos demais.

    A primeira fase do Real promoveria um ajuste fiscal e melhoraria os resultados das contas públicas. Ocorreu o inverso. A segunda fase, a da sincronização do reajuste de preços, foi apenas “para inglês ver”. E a terceira fase, a da estabilização, obteve êxito, mas alcançou seu objetivo à custa de juros altos para conter a perda de reservas, desnacionalização da economia, geração de poucos empregos formais, baixo crescimento e concentração de renda. Poderia ter sido bem sucedida sem estes custos.

    Ainda sobre a última fase do Real, a fase de estabilização, que foi de julho de 1993 a meados de 1999, vale uma observação muito importante: a inflação média desse período foi superior a 12% ao ano – uma inflação muito superior à inflação dos últimos dez anos, que é inferior a metade daquela registrada nos anos que são hoje comemorados pelo PSDB. Portanto, o que o plano Real fez, de fato, foi lançar as bases da estabilização consagrada apenas no último decênio – é o que está provado pelos números. Mas cabe uma observação: a sociedade brasileira precisa de muito mais do que uma economia com inflação controlada – e tudo o que vai além disso não foi sequer iniciado nos governos do PSDB.

    Vale o exame de alguns outros números. A concentração de renda foi extraordinária nos anos do plano Real: a participação dos salários no PIB caiu de 45,1% em 1993 para 38,2% em 1999. A carga tributária aumentou 11% entre 1993 e 1999. A taxa média de crescimento econômico foi de 2% (a mesma taxa de crescimento do governo Dilma). No primeiro mandato de FHC, que corresponde à aproximadamente ao período do plano Real, foram criados apenas 824 mil empregos formais (em 4 anos), um número ridículo se comparado à média da última década, que tem sido a criação de mais de 1 milhão de empregos formais por ano.

    A concepção original do Plano Real era excepcional e tinha base teórica e histórica – contudo, não foi uma invenção de economistas brasileiros. Coube, sim, aos economistas do PSDB patrocinar o não aprofundamento da fase de sincronização dos preços, a promoção de uma enorme substituição de produtos nacionais por produtos importados durante a fase de estabilização e o agravamento da situação fiscal brasileira. Mas hoje, 20 anos depois, somente lembram do que chamam de derrubada da inflação. Não possuem sequer a honestidade intelectual para reconhecer os erros e os custos sociais pagos em nome de estratégias eleitorais e crenças neoliberais.

  2. E do desconhecido que se tem medo,mas se não encararmos o medo por comodismo,como vamos conhecer o desconhecido.O Pt já mostrou cerviço e nos Brasileiros já vimos o que ele tem para nos oferecer,agora é ora de mudar e buscar novas ideias e novas esperanças para um povo que se contenta com pouco,e esse pouco não pede mudanças? Para muitas pessoas não,mas para quem busca mais alem, ese desconhecido deve valer apena.

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