POR JACINTO JÚNIOR: POR UMA QUESTÃO DE PRINCÍPIOS

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Jacinto Júnior

A atual conjuntura política demonstra o deplorável nível de cultura e descompromisso com as grandes causas sociais germinada no pensamento derrotista. Temos, de um lado, a velha e parda sombra do conservadorismo que após mais uma derrota, tenta, a todo custo equilibrar-se (salvar-se) na soleira da Lava Jato. E, de outro, temos um governo acuado, cercado por achacadores que buscam limpar sua sombra indescritivelmente negra para uma aureola embranquecida. O tom do discurso da fajuta oposição que está mais enlameada do que um “pau de galinheiro” é o impeachment da presidente Dilma. Mas e o procedimento pela via legal dá base para que tal articulação se materialize? Pensando nessa possibilidade é que acredito profundamente na possibilidade de um novo projeto de um novo homem público e de uma nova cultura. Sempre pensei nisso e sempre pensarei, nunca recuarei desse projeto revolucionário.
O reflexo da loucura desencadeada pelo conservadorismo é tão perigoso quanto oferecer um boi a um machante para conduzi-lo ao matadouro sem pestanejar.
Gestos obscenos, gritos apelativos e raivosos, táticas malandras, ameaças estúpidas, agressões verbais e físicas e intimidação nas redes sociaistem sido o principal recurso da direita conservadora para impor sua vontade opressora contra a democracia, a liberdade de opinião e ao direito de ir e vir, bem como de impedir qualquer individuo de optar por um ideário partidário – pois, para a elite branca a origem de toda a crise que se manifesta em nosso país é culpa de partidos políticos, especialmente o PT.
Diante de tanta expressão negativa que revela o nível farisaico e vesânico,o conservadorismotem produzido um comportamento violento na relação social entre os que defendem o governo legitimado pelas urnas e aqueles que desejam o retorno da plumagem colorida.A democracia verdadeira é aquela que sustenta uma sociedade que respeita a decisão da maioria e não o inverso, se, assim o for, estaríamos confundido “alho com bugalhos” e o sentido de democracia perderia sua essência e tornar-se-ia uma anarquia, um caos desnecessário. Não queremos a política do ‘quanto pior melhor’, isto já foi experienciado em outras épocas e o resultado foi bem pior do que o pensado.
Bem independentemente de qualquer crise endógena penso que:
I. A real culpa recai no discurso do pessimismo fútil, reprodutivista e fatalista;
II. A crise tem como principal objeto a retroalimentação do nível de acumulação voltada para o capital internacional;
III. O Congresso Nacional eleito em 2014 é o pior de toda a história republicana, por consequência, os conceitos-chave:desenvolvimento, evolução, integração ganham uma conotação invertida e os valores retrógados e atrasados voltam à tona e pipocam na boca dos conservadores como verdadeiras revoluções sociais, pois atentam contra o republicanismo e a ideia de igualdade; e o pior de tudo é que tem membros da Senzala que aplaudem e engrossam esse discurso tenebroso ao sabor dos membros da Casa Grande conservadora;
IV. A concepção de sociedade democrática tem sofrido recortes essenciais como: garantia de participação social, direitos humanos, etnias (cotas sociais), conferencias populares, enfim, uma mudança estrutural elementar para consolidar o espirito republicano de Pátria realmente comprometida com a transformação social; mesmo na lógica socialdemocrata petista!
V. Nesta linha de raciocínio busco compreender desvendar o verdadeiro ardil montado pelos membros privilegiados da Casa Grande – que, temporariamente, estão afastados do Poder Central pela via eleitoral e que estão em profundo estágio de desespero – operando com a ideia fixa da causa perdida;
VI. Como posso falar de igualdade, de liberdade, de opinião, emitir um ponto de vista tendo como principal componente uma legenda partidária; pois, quando tento expressar minha parca ideia sobre a questão que envolve os interesses divergentes, e, especialmente, quando me oponho às ideias dos representantes da elite branca imediatamente, sou criticado de forma pejorativa, de maneira desonesta e, mais ainda, covardemente.
VII. Nada disso me importa, aprendi que o mais belo ato consiste na capacidade da resistência. Resistir ao mal, ao homem de índole perversa, ao ardil, ao temperamento desonroso, aos vícios decrépitos e difamantes, à covardia incestuosa, enfim, resistir ao homem de coração e alma doente, obcecado pela crueldade.
VIII. Não, em mim não repousa nenhum sentimento que transgrida o ideário perfeito de um homem resoluto, limpo, ético, sereno, incorruptível. Sei que o mal nos rodeia e tenta nos subjugar com suas ofertas diabólicas, tentando nos desmoralizar e dizer: “vejam este também é igual a nós, farinha do mesmo saco”; mas vos alerto uma vez mais, por uma questão de principio sou invendável. Não tenho preço, não sou mercadoria posta na prateleira do supermercado eleitoral.
IX. Tenho um ideário. Tenho um sonho. Tenho uma luta em favor dos membros da Senzala que precisam conhecer a verdadeira história que permeia as famosas alianças políticas preconizadas pelos instrumentos eleitorais. Enfim, tenho um sentimento irretocável pela política e, politicamente, busco sensibilizar as parcelas oprimidas a compreenderem o sentido verdadeiro da política e suas articulações. Sou um cidadão à disposição da democracia, da liberdade e de todo aquele que precisa de orientação para encontrar seu caminho e combater a inércia.
X. Guardar a honra, sustentar a ética, respeitar a democracia, preservar princípios e valores, constitui tarefa incansável para o homem que teme a escuridão social ou, negação de si mesmo. A perseverança é a mais importante peça dessa luta inacabada contra as forças odientas do conservadorismo brutal que tenta atingir de modo despudorado a imagem daquele que enfrenta as investidas desmoralizantes. Somente um homem firmado numa ideologia radical é capaz de suportar e enfrentar o sistema perverso do capital explorador.

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