POR PEDRO SANTOS: QUAL PREÇO DA INFÂNCIA?

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Pedro Santos

Em nosso país, o mês de outubro é voltado praticamente às comemorações do dia das crianças (12) e em Codó, não é diferente.Basta pararmos para observar que durante os 31 dias do mês de outubro, muitas crianças foram agraciadas com presentes, na sua maioria brinquedos, talvez presentes que só haviam ganhado em sonhos. Muitos desses momentos foram proporcionados por cidadãos comum, como eu e você,que proporcionaram a esses meninos e meninas um momento mágico de muita alegria, ainda que passageira.

Convenhamos, atitudes como essas são, sem duvidas interessantes. Todavia, alguns questionamentos devem podem (e devem) ser levantados: afinal, qual o preço da infância? As crianças precisam só de brinquedos?Quanto custa para uma sociedade a formação cidadã de crianças e adolescentes? Que futuro esperamos para esses pequeninos?
Não é de hoje que no Brasil se discute a necessidade de um olhar diferenciado para a infância. A constituição brasileira de 1988, batizada de constituição cidadã por seu comprometimento na garantia dos direitos individuais e coletivos dos cidadãos brasileiros, traz em seu artigo 227 a garantia de que as crianças e adolescentes devem ser tratadas com “absoluta prioridade”, contudo ao nos deparamos com as atuais políticas publicas e com as novas propostas, não é bem isso que vemos.

A falta de participação, o trabalho infantil, a dificuldade de acesso aos bancos escolares ou aos serviços de saúde, a ausência de tempo para o lúdico ou mesmo a falta de espaços para o lazer, são apenas alguns dos vários exemplos de violação a que crianças e adolescente foram e ainda são submetidos, sem falar na violência de gênero, étnica-racial e na física como próprio homicídio que afeta uma boa parte dessa população. Ou não é verdade que há diferenças nas oportunidades dadas a crianças negras das brancas, pobres das ricas, faveladas das dos grandes centros?

O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, que completou este ano 25 anos e representa a lei maior de proteção a este segmento, enumera uma serie de direitos,tais como: Educação, Saúde, convivência familiar, participação comunitária, lazer, proteção e outros. É certo também que para cada um desses direito, há necessariamente uma responsabilidade atrelada. Mas ao deparamos com nossa realidade, visualizamos que não estão sendo cumpridos, nossas crianças estão sendo sufocadas, as políticas publicas não contribuem de forma eficaz para proporcionar um futuro promissor.

Portanto, é preciso o tempo todo lembramos de que as crianças precisam outras coisas além de brinquedos, que a formação de meninos e meninas depende de um esforço coletivo da família, sociedade e Estado, trabalhando de forma articulada como um sistema uno. Não custa lembrar, que precisamos de uma educação de qualidade, melhoria no acesso a saúde, respeito a integridade física e moral e de espaços onde crianças de todos os lugares possam trocar experiências de vida umas com as outras.Enfim, precisamos de fato (como é de direito) proteger nossas crianças, dando a oportunidade de desenvolvimento, para evitarmos que no futuro, nossas leis sejam utilizadas para corrigi-las, afinal a infância tem um custo alto: vale o esforço diário de cada um dos cidadãos.

Pedro Santos

6 comentários em: “POR PEDRO SANTOS: QUAL PREÇO DA INFÂNCIA?

  1. Es lindo o mês de outubro ser lembrado e nele comemorado o dia das crianças (12), contudo pra muitos bastam dar presentes como brinquedos :(bonecas,carros, etc.) e já es o bastante para fazer uma criança feliz, e nesse ato pensam que só isso os satisfazem? Penso na minha pouco leigice que, tens crianças que preferem ter uma educação melhor pois levará consigo a sabedoria e o conhecimento pra si pelo resto da vida, do que um simples brinquedo, que simplesmente se brinca e com uns dias se quebra e depois es esquecido. Tens crianças necessitando de saúde com qualidade , criança sendo tratada como adulta … Criança que por não ter a oportunidade e não ter quem faça por VC, estar perdendo a sua fase de ser criança .. Então eu endago aqui… Não es melhor as autoridades maiores trabalharem mas na educação, na formação dessas crianças pobres, e humilde que tens em nosso município, nossa região, nosso estado e não muito longe no nosso pais ? Do que simplesmente da um mero presente no qual pode ser motivo de alegria por alguns dias, ou ate mesmo horas, minutos. Criança feliz é criança com educação de qualidade e uma saúde de primeira… Trabalhem nessas questoes e Veras a diferença daqui ah alguns anos… Mas fico triste em saber que muitos só se lembram dessas crianças inoscente quando próximo de algum tempo politico, com falsas promessas…
    Mas eu ainda acredito que possa entrar uma pessoa que realmente já passou por tempos ruins e de sufoco , e que por ter sofrido o bastante na sua infância , tens ou terá a oportunidade de mudar esse conceito …

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