REGIÃO DO MÉDIO MEARIM APRESENTA PRIORIDADES E REIVINDICAÇÕES EM EVENTO DO DIÁLOGOS PELO MARANHÃO

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Flávio Dino

As necessidades e reivindicações do Médio Mearim foram apresentadas à comitiva do Diálogos pelo Maranhão nesta sexta-feira (31). A população relatou aos coordenadores do movimento, Flávio Dino (PCdoB) e Roberto Rocha (PSB), as prioridades de investimento para a região. Apoio à agricultura familiar, investimentos em saúde pública e infraestrutura foram os temas mais recorrentes nos debates.

“As promessas engavetas pelo governo do estado massacram a nossa região” relatou Márvio Rocha, vice-prefeito de São Raimundo do Doca Bezerra ao narrar as dificuldades vivenciadas pela região. Uma das mais preocupantes, segundo ele, é a distância para receber assistência médica e a dificuldade de locomoção, já que a estrada que ligaria o município à cidade de Barra do Corda, a MA-012, ainda hoje aguarda conclusão do governo do estado.

Outra dificuldade presente no dia-a-dia da região reside na área da saúde pública. “O único hospital construído pelo governo do estado para atender a demanda da região está fechado por falta de médicos, equipamentos e remédios. Não passa de um prédio”, denunciou Zé Wilson, ex-prefeito de São Roberto.

A ausência do governo do estado também foi relatada por João Pereira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Esperantinópolis. Para ele, as deficiências em assistência técnica e as dificuldades para a regularização fundiária representam os maiores entreves ao desenvolvimento do pequeno agricultor.

“Estamos no abandono. Sequer somos recebidos no Palácio dos Leões para colocarmos as nossas reivindicações. Não recebemos assistência técnica e as dificuldades para a regularização fundiária travam a vida dos pequenos produtores que precisam buscar recursos nos bancos”, resumiu ele.

Maria Aparecida, da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Igarapé Grande, também fez reivindicações para o setor. “O Governo do Maranhão não tem compromisso com a agricultura familiar. Precisamos de programas e políticas públicas para os trabalhadores rurais”, disse.

Além de relatar as dificuldades, as lideranças da região apresentaram ao pré-candidato Flávio Dino, propostas para o desenvolvimento da região. Apontaram como alternativa a construção de um Hospital Regional em Pedreiras; a conclusão dos 65km que ainda precisam de asfalto na MA-012 e também a aplicação de políticas públicas que garantam ao pequeno produtor a regularização fundiária e a assistência técnica.

Ao ouvir as demandas e propostas da região, Flávio Dino reforçou o compromisso com a transformação do estado. “Faremos juntos o grande encontro do povo do Maranhão com a justiça e igualdade, porque administrar R$ 14 bilhões é tarefa para quem tem compromisso com as políticas sociais. É essa a função de um governador: transformar as riquezas do nosso estado em mais qualidade de vida para quem mais precisa”, defendeu o pré-candidato.

 

 

Um comentário em: “REGIÃO DO MÉDIO MEARIM APRESENTA PRIORIDADES E REIVINDICAÇÕES EM EVENTO DO DIÁLOGOS PELO MARANHÃO

  1. Pedetistas desmentem Jornal de Sarney

    Deoclides Macedo: O PDT continuará honrando sua história e o legado de Jackson Lago. Está firme com Flávio Dino na oposição.

    A Edição deste domingo (1) do Jornal O Estado do Maranhão, explorou mais uma vez as supostas investidas do pré-candidato do PMDB, Lobão Filho pra cima do PDT. O Jornal trás uma nota que dá a entender que Lobão Filho está em pleno processo de negociação com lideranças da sigla para um entendimento no sentido de levar o PDT para o arco de alianças que dão sustentação ao candidato do consórcio Sarney-Lobão.

    Diz a nota intitulada “Preferidos do PDT” :

    “É o próprio pré-candidato a governador, Lobão Filho, que vem cuidando das tratativas para o PDT participar da coligação que o apoiará nas eleições deste ano.

    Se as articulações, nesse sentido, chegarem a bom termo, ao PDT será oferecida a vaga de vice-governador.

    Três pedetistas fazem parte da preferência de Edinho: Rosângela Corudo (sic), líder política em Imperatriz, Igor Lago, filho do ex-governador Jackson Lago e Deoclides Macedo, prefeito de Porto Franco.”

    Conversei com os três citados na matéria, que desmentiram cabalmente qualquer aproximação
    Rosângela Curado, sem possibilidade de aceitar investidas para vaga de vice na chapa do PMDB

    Rosângela Curado, sem possibilidade de aceitar investidas para vaga de vice na chapa do PMDB

    com o pré-candidato do PMDB.

    Deoclides Macedo declarou, na condição de membro da executiva do PDT da qual faz parte na condição de vice-presidente estadual que: ” Firmamos posição, inclusive comunicada ao presidente nacional, que o partido continuará honrando sua história de lutas e conquistas em defesa dos trabalhadores e da alternância de poder, na trincheira daqueles que querem e lutam por mudanças. Nossa posição é essa, nçao abandonaremos o legado de Jackson Lago. Estamos unidos com os demais partidos de oposição apoiando a pré-candidatura de Flávio Dino”

    Rosângela Curado seguiu a mesma linha, ao declarar que “não há possibilidade para outro projeto político em 2014″ .

    Já Igor Lago, também citado na matéria, foi curto e grosso: “Deus me livre dos dois”, ao referir-se à Edinho Lobão e ao PDT.

    É claro que o teor da nota atenta contra a veracidade dos fatos no próprio corpo do texto, já que coloca o médico Igor Lago como um dos pedetistas com quem Lobão Filho estaria conversando. Como se sabe, Igor se desfiliou do PDT e se transferiu para as hostes do PPS. A nota também se equivoca ao tratar o ex-deputado estadual Deoclides Macedo como atual prefeito de Porto Franco, além de errar de modo grosseiro a grafia do sobrenome de Rosângela Curado. No entanto, o registro valeu para tirar a limpo a série de boatos sem fundamento, espalhados todos os dias nos meios de comunicação do grupo Sarney sobre a posição do PDT.
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    Flávio Dino, pelo Maranhão e pelo Brasil

    Por Walter Sorrentino

    Repercutiu recente artigo neste blog, comentando decisão do PT na sucessão estadual do Maranhão. Vi reação sincera, ao lado da costumeira exploração da imprensa marrom, pescadores de águas turvas.

    O PCdoB e o PT, desde a fundação deste, têm relações duradouras porque estratégicas: partilham um projeto em comum para o Brasil na atual etapa de luta para alcançar patamar civilizatório para a nação e o povo brasileiro. Como se sabe, depois do PT, o PCdoB foi o único a apoiar todas as candidaturas de Lula desde 1989, até a próxima vitória de Dilma em outubro

    Hoje, isso se concretiza precisamente em reeleger Dilma Rousseff : esse é o centro da tática atual de ambos os partidos. O PCdoB diz que o país chegou a nova etapa que requer outros desenvolvimentos do projeto de desenvolvimento; o PT igualmente diz que é necessário um novo ciclo de mudanças depois da Grande Transformação realizada nestes doze anos. Os dois afirmam a necessidade de asseguarar a continuidade das atuais forças no governo para promover outras mudanças, centradas na realização de reformas democráticas estruturantes – a reforma política, a da regulação da mídia, a reforma agrária e urbana, a reforma tributária, da saúde e educação.

    O PCdoB tem a reeleição de Dilma Rousseff como centro de seu projeto para se fortalecer com a eleição de governadores, senadores e deputados. Fortalecer o núcleo básico do que é a esquerda brasileira – PT e PCdoB – é importante para aglutinar um amplo bloco político e social de afinidade com um programa progressista e de esquerda e, ao mesmo tempo, nortear ampla coalizão de forças em torno desse programa.

    No Maranhão, é mister alinhar o projeto do Estado com o do Brasil. É uma evidência meridiana que os amplos benefícios do desenvolvimento com inclusão social e direitos do povo não chegaram inteiramente ao bravo povo maranhense. Flávio Dino representa essa esperança, mais que qualquer outro candidato, dizem as pesquisas, e tem chances efetivas de vitória – em 2010 não foi ao segundo turno por 0,2% dos votos, no que corrijo artigo anterior imperfeitamente digitado. Nesse sentido, Maranhão é Brasil, e Brasil é Maranhão. Um frêmito democrático e progressista nesse sentido é muito presente país afora, o de abrir a etapa pós-sanerysista no Estado para essa brava gente.

    Flávio Dino e o PCdoB buscaram estabelecer uma ampla união contra a oligarquia cinquentenária, a mais longeva do país, que tem representado um regime político de atraso para o desenvolvimento do Estado e progresso para o povo. O eixo histórico dessa união tem sido, nas diversas etapas percorridas, o PDT do valoroso brizolista Jackson Lago, o PT e o PCdoB, o PSB que criou condições para a derrota do sarneysismo com Jackson Lago e uma série de outras legendas que se somam agora para o anseio e possibilidade de vitória.

    É justo e compreensível que Flávio Dino, encabeçando o projeto, numa disputa antioligárquica, receba apoios variados, amplos e difusos. Foi assim também nas eleições de Lula e mesmo na de Dilma atualmente. Mas Flávio e o PCdoB têm lado e representam um campo político claro: o PCdoB está com Dilma Rousseff nacionalmente, do Acre a Pernambuco, do Rio Grande do Sul ao Maranhão. Ninguém duvida disso, menos ainda a presidenta Dilma Rousseff.

    O PT neste momento decidiu não perfilar esse caminho, que seria o lugar político natural dele. É uma opção cujas razões são essencialmente políticas e explícitas – não tanto eleitorais em beneficio de Dilma no Estado, diga-se -, em função de um aliado nacional. Isso já ocorrera em 2010, embora estivéssemos aliados na disputa à Prefeitura de São Luís em 2008, com um belo resultado para ambos. Sempre dissemos que Sarney no plano nacional não é o sarneysismo como regime oligárquico no Maranhão.

    Afirmei no artigo que a posição do PT contraria o que me parece ser um sentimento dominante entre o eleitorado petista, já que Dilma tem cerca de 62% nas pesquisas no Estado e Flávio Dino tem recorrentemente 55%. Então, isso é uma evidência, até o momento. Talvez tenha me expressado mal ao dizer “petistas” em vez de “eleitorado petista”. Os resultados eleitorais vão comprovar ou não essa assertiva.

    O PCdoB errou politicamente, e o reconheceu, quando na década dos 1990 participou do anterior governo Roseana Sarney. É importante aprender com os erros próprios e alheios, sobretudo entre as forças mais avançadas politicamente. O futuro dirá se a opção do PT foi a melhor.

    Dilma-Flávio, Flávio-Dilma, são as melhores opções para o Maranhão e para o Brasil. Ambos temos enormes responsabilidades para com a nação e o povo brasileiro como um todo. A vitória de Flávio fortalece o projeto nacional e será bom até mesmo para o PT e o eleitorado petista maranhenses. É isso no que acredito pessoalmente.

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